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quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Sou realmente um cristão?


Ou fazei a árvore boa e o seu fruto bom ou a árvore má e o seu fruto mau; porque pelo fruto se conhece a árvore” (Mt.12.33)


Sou realmente um cristão? Não é incomum que pessoas se acomodem ao status de cristãs por fazerem parte de alguma igreja local. A participação em programações evangélicas e o envolvimento com pessoas cristãs trazem a sensação de conforto e podem iludir diversos membros de denominações. Será que todo membro de uma igreja local é realmente um cristão? Jesus nos garante que a resposta é NÃO (Mt.13.24-30). Seria possível alguém enganar a si mesmo achando-se um cristão? Conforme Jesus, a resposta é SIM (Mt.7.21-23). Em vista disso, é importante que o cristão faça uma avaliação pessoal para conferir se a vida confere com uma legítima conversão. Você já tentou encontrar sinais de uma verdadeira conversão em sua vida? Se você não tem qualquer preocupação com as marcas da legítima fé cristã ou acha que ser membro de uma denominação já é suficiente, então pode ser que você realmente não seja um cristão genuíno. Portanto, queremos instigá-lo a perguntar: Sou realmente um cristão?

Diversas vezes Jesus deixou claro que participar do povo visível de Deus não é suficiente para garantir que uma pessoa realmente pertença a Deus e será salva da ira vindoura (Mt.13.24-30):

Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. (Mt.7.21)
Sereis odiados de todos por causa do meu nome; aquele, porém, que perseverar até ao fim, esse será salvo (Mc.13.13)
Porquanto cada árvore é conhecida pelo seu próprio fruto. Porque não se colhem figos de espinheiros, nem dos abrolhos se vindimam uvas (Lc.6.44)

O verdadeiro cristão possui marcas visíveis (e invisíveis: o testemunho do Espírito – Rm.8.16; Ef.1.14; 1Jo.3.24) que confirmam a conversão operada pelo Espírito (Jo.3.5) e Palavra de Deus (Jo.8.32), a fim de glorificar a Deus na presença do mundo. Conforme Paulo, o genuíno cristão possui fé operosa, amor abnegado e esperança firme (1Ts.1.3); e, segundo João, os três testemunhos que confirmam a legitimidade de um cristão são: amor, fé e obediência (1Jo.5.1-5). Portanto, todo cristão deve procurar em si o amor, a fé e a esperança obediente (Cl.3.1-3), pois essas marcas testemunham não somente a legítima conversão como também a beleza da santidade daquele que nos propôs uma vida em acordo com a glória de seu Filho.

Creio que está evidente, então, que o cristianismo bíblico não é uma religião de palavras e ritos, apenas; nem muito menos de tradições. Não basta dizer que é cristão nem participar de cultos solenes em alguma denominação. Não é suficiente ser membro de uma igreja local ou ter cargos dentro dela (mesmo que seja pastor). O cristianismo propaga a restauração da criação por meio da justiça de Cristo e do poder restaurador do Espírito Santo que juntos possibilitam uma vida em acordo com a santa, boa e justa Palavra de Deus (Rm.8.19-21). Ser cristão, portanto, é viver a nova vida que cristo inaugurou (Gl.2.20) quando morreu e ressuscitou trazendo “toda sorte de bênção nas regiões celestiais” (Ef.1.3).

Para lhe ajudar a julgar a si mesmo (1Co.11.31), oferecemos algumas perguntas que poderão ser pronunciadas diante de um espelho bem límpido:

1)      Você odeia o pecado? Pecado é a transgressão da lei do Senhor; é fazer o que desagrada a Deus; é rebeldia contra o Criador de todas as coisas. O cristão deve amar a Deus de todo seu coração (Dt.6.5) e, consequentemente, deve odiar aquilo que não o agrada (1Jo.3.4). Agora, faça um teste para verificar se você realmente odeia o pecado e ama a Deus de todo seu coração: Jogue fora tudo que desagrada a Deus! Deixe de assistir filmes com cenas e ideias que desagradam a Deus! Lute contra desejos, palavras e ações pecaminosos de seu coração – maledicência, orgulho, inveja, maldade, imoralidade etc. Esse despojamento “de toda maldade e dolo, de hipocrisias e invejas e de toda sorte de maledicências” (1Pe.2.1) ocorrerá durante a caminhada cristã e contará com o ensino do Senhor Jesus, capacitação do Espírito Santo e auxílio dos irmãos que deverão motivá-lo a não desistir da luta contra o pecado.

2)      Você ama o que pertence a Deus? Ou seja, você ama a Palavra de Deus, a igreja de Jesus, o culto ao Senhor, os momentos de oração ao Pai, os irmãos que Deus nos dá? Como um cristão poderia amar a Deus e não amar aquilo que pertence a Deus e vem de Deus. O apóstolo João nos diz que “se alguém disser: amo a Deus, e odiar a seu irmão, é mentiroso; pois aquele que não ama a seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê” (1Jo.4.20). Aquele que ama a Escritura lerá a Bíblia com frequência; aquele que ama a igreja orará e lutará pela igreja; aquele que ama o culto ao Senhor participará com alegria sempre; aquele que ama falar com o Pai estará sempre em oração; aquele que ama os irmãos será bênção para todos eles, desde o pastor até o congregado mais novo. É necessário, então, pedir a Deus que o ajude a cultivar o amor que vem de Cristo (Jo.13.24-25), amor este que está fundamentado na Verdade (2Jo.1.1), não permitindo que a maldade do mundo esfrie o coração do cristão.

3)      Você anda humildemente com Deus? (Mq.6.8) Cristianismo não é um momento, mas uma vida. E, tendo em vista que ainda somos pecadores, a vida cristã deve passar por constante aperfeiçoamento até que sejamos todos semelhantes a Cristo, o varão perfeito (Ef.4.13). Andar humildemente com Deus é se deixar ser trabalhado pela Palavra do Senhor; é ouvir a exposição da Escritura com o coração quebrantado; é receber a disciplina com vergonha, mas também gratidão; é buscar crescer espiritualmente todos os dias e se deixar ser ensinado por aqueles que Deus chamou para educar a igreja por meio do fiel ensino da Escritura. Aquele que endurece seu coração e rejeita o ensino e a correção do Senhor não tem um novo coração (Ez.36.26-27), pois aquele que nasceu de novo caminha em processo de santificação diariamente até ser formado o caráter de Cristo em sua vida (2Co.3.18).

Essas três perguntas são bastante abrangentes e o ajudarão a procurar a fé, o amor e a esperança obediente em sua própria vida. Além dessas perguntas, outras questões à luz da Bíblia poderão ser levantadas, a fim de ajudá-lo a encontrar o fruto do Espírito em seu dia a dia (Gl.5.22-23). Portanto, coloque sua própria vida sob investigação. Julgue a si mesmo! Julgamos com tanta facilidade a vida dos outros e temos tanta dificuldade de julgar a própria vida. Mas, apesar das dificuldades, não desista de analisar seus pensamentos, palavras e atitudes (e omissões), pois uma profunda e sincera análise de si mesmo fará com que você descubra se é realmente um cristão.

Mas, o que fazer se você descobrir que não é um cristão? Arrependa-se profundamente de seus pecados e falso cristianismo. Peça perdão a Deus por não ter vivido uma vida cristã autêntica, enganando tanto a igreja quanto a si mesmo. Então, confesse a Cristo como Senhor e Salvador de sua vida de todo seu coração. Pense nas implicações práticas disso e se entregue a Deus para uma vida nova real e prática em que o Senhor seja glorificado por meio de seu viver. Reconheça suas fraquezas e peça ajuda para vencer as lutas contra a carne (Gl.5.16; Hb.12.4). Então, comece a jornada cristã com um coração humilde e consciente daquilo que Deus requer de você (Mq.6.8). E mesmo que você encontre diversos defeitos em si mesmo ao longo da caminhada, estará realmente pronto para confessar os pecados, receber ajuda, ser trabalhado e mudar de atitude, pois seu amor a Cristo será muito maior do que qualquer outro sentimento e Aquele que estará operando em você será muito mais forte do que os desejos de sua carne e o auxiliará a vencê-los (1Jo.4.4). Isso é ser cristão!

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