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sábado, 22 de setembro de 2012

Modelos do rebanho de Deus


Mas, irmãos, escolhei dentre vós sete homens de boa reputação, cheios do Espírito e de sabedoria” (At.6.3)

A missão de pastorear aqueles que foram alcançados pelo poder da Palavra e do Espírito de Deus, não pode ser dada a qualquer um. Por isso, não poderiam ser menos exigentes os vários requisitos Bíblicos para ser pastor (presbítero) ou mesmo diácono (At.6.3; 1Tm.3.1-13; 4.12; Tt.1.5-9), afinal não se entrega os bens mais valiosos nas mãos de homens inexperientes e incapazes para administrá-los, nem muito menos a própria filha para ser cuidada por qualquer pessoa.
O chamado não consiste apenas na administração da vida comum do povo de Deus: bens, programações, liturgia... O Senhor chama homens para cuidar de cada uma de suas ovelhas, lutando e se esforçando para que estejam sempre sadias e felizes, preparadas para a volta do sumo pastor: Jesus. São instrumentos de Deus no propósito de edificar Sua igreja, transformando-a de glória em glória por meio do Espírito Santo, na imagem daquele que por ela morreu e ressuscitou (2Co.3.18). E, para contribuir nesta excelente obra, é necessário que sejam homens cheios do Espírito e de sabedoria, modelos do rebanho pela graça do Senhor.
Não são homens perfeitos, mas buscam a perfeição; não sabem tudo, mas mergulham no conhecimento profundo das Escrituras; não são infalíveis, mas humilde e persistentemente recomeçam após cada erro; não possuem o poder de tocar nos corações, mas clamam veementemente àquele que pode salvar e transformar todo pecador. São homens guiados pelo Espírito de Deus, que anseiam a vontade do Senhor mais que todas as coisas que a vida possa oferecer, pois em nada consideram a vida preciosa, para si mesmos, contanto que completem o ministério de testemunhar o evangelho da graça de Deus (At.20.24).
A presença abundante do Espírito Santo na vida do cristão é expressa no caminhar santo, em piedade e devoção a Deus. Este caminhar, cheio do Espírito, é visto no temor e comunhão dos irmãos da igreja em Jerusalém (At.2.42-47); na ousadia e firmeza de Pedro e João em pregar o evangelho (At.4.19); no amor e dedicação de Barnabé pela igreja de Jesus (At.4.36-37; 9.27); no testemunho de Estevão perante os judeus (At.6.8); na evangelização da igreja a todas as pessoas (At.11.20); na dedicação do apóstolo Paulo na obra do Senhor (At.20.24); e, é descrito em 1 Timóteo 3.1-13 na lista de requisitos para que um homem se torne presbítero ou diácono.
Aqueles que o Senhor chamou para pastorear o “rebanho de Deus [...] não por constrangimento, mas espontaneamente, como Deus quer; nem por sórdida ganância, mas de boa vontade; nem como dominadores dos que vos foram confiados, antes, tornando-vos modelos do rebanho” (1Pe.5.2-3), são escolhidos a fim de dar testemunho vivo do poder de Deus para transformar o pobre pecador à santa imagem de Cristo, nosso Senhor. Não como os fariseus que “atam fardos pesados e difíceis de carregar e os põem sobre os ombros dos homens; entretanto, eles mesmos nem com o dedo querem movê-los” (Mt.23.4), aos quais Jesus repreendeu por serem hipócritas e soberbos, dominadores e gananciosos (Mt.23), que louvavam Deus com os lábios, mas tinham o coração longe do Senhor (Mt.15.8). Mas, como exemplos em tudo, ensinando a Palavra e vivendo-a pelo Espírito, para que a igreja tenha clareza na compreensão e prática de toda vontade de Deus que é “boa, agradável e perfeita” (Rm.12.2).
Por amor à igreja de Jesus, não podemos impor as mãos precipitadamente sobre homens que não atendem a todos os requisitos impostos pelas Escrituras para que sejam presbíteros (pastor) ou diáconos (1Tm.5.22; Tt.1.5-9). A igreja precisa de homens dispostos a dar a vida pelas ovelhas (Jo.10.11; 1Ts.2.8), pastoreando “não para agradar a homens e sim a Deus, que prova o nosso coração” (1Ts.2.4). Homens que sirvam com alegria, de livre vontade (1Co.9.17), tendo prazer na obra do Senhor; dispostos a fazer tudo por causa do evangelho, a fim de se tornarem cooperadores com ele (1Co.9.23), sendo “padrão dos fiéis, na palavra, no procedimento, no amor, na fé, na pureza” (1Tm.4.12), fazendo o melhor na obra, enquanto aguardam de Deus a recompensa (1Co.3.14).