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quarta-feira, 22 de maio de 2024

Salmo 4

 


Em paz me deito e logo pego no sono, porque, SENHOR, só tu me fazes repousar seguro” (Sl.4.8)

 

Diariamente, o mundo inteiro é convidado a deixar o trabalho e repousar por horas de sono. E até o mais vigilante dos homens é vencido pela necessidade de dormir. Então, o sono revela nossa vulnerabilidade e nossa dependência de alguém que cuide de nós. Nesse momento, Deus manifesta sua graça, velando por nós enquanto dormimos.

Mas, nem sempre as pessoas deitam em paz. O coração ansioso resiste ao sono. E mesmo que os olhos se fechem, a mente não repousa em paz, pois o coração não consegue descansar nos braços daquele que entregou seu único Filho para morrer em nosso lugar e, por sua cruz e ressurreição, vencer o pecado e a morte.

Então, no Salmo 4, Deus nos mostra que é possível ter paz no coração apesar das lutas, nesse mundo que jaz no maligno. Mais uma vez, Davi ora ao Senhor, clamando pelo alívio divino, suplicando pelo socorro que vem de Deus, pois seus inimigos, que o perseguem injustamente, amam a vaidade e buscam a mentira, causando-lhe muito males.

Durante o Salmo, Davi expõe sua aflição, mostra sua convicção e relembra os cuidados do Senhor que nunca abandonou aqueles que o buscam. E, na presença divina, Davi encontra a paz que excede todo entendimento e guarda a mente e o coração (Fp.4.7), porque o Senhor é justo e bom; Ele ama seu povo e cuida de seus filhos.

Cristo veio para nos dar a paz do Senhor. Ele satisfez a justiça divina, livrando-nos da dívida eterna e do castigo vindouro, a fim de termos paz com Deus (Rm.5.1). Ele nos deu o Santo Espírito para vencermos todo pecado e, então, desfrutarmos da paz divina na mente e no coração (Gl.5.22). Ele derramou seu amor dentro de nós, para que vivamos em paz num só corpo, a igreja de Jesus (Ef.2.19).

Você está em paz? É tão bom ter a paz do Senhor! Se você quer deitar e repousar o coração em paz, convidamos a entregar toda sua vida às mãos do Salvador, Jesus, pois Ele é verdadeiro porto seguro para a mente e o coração dos pecadores. Ele venceu todo mal e permanece vitorioso. E Cristo promete cuidar daquele que nEle confia.

 

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Cristo, Salmos e você - SALMO 4


Responde-me quando clamo, ó Deus da minha justiça...” (Sl.4.1)

Parece ousadia, mas é confiança na graça de Deus que justifica o pecador. Davi conhecia sua natureza frágil e pecadora (Sl.103.14), mas a Palavra do Senhor já havia revelado que a graça de Deus superabunda sobre todas as fraquezas humanas, pois Adão e Eva foram tratados com graça e misericórdia no dia em que transgrediram a Lei do Senhor. A história de Israel está repleta de manifestações da graça superabundante de Deus que sempre se revelou disposto a perdoar aqueles que se achegam humildemente e salvar o povo que Ele mesmo escolheu para nele glorificar Seu Santo Nome. Portanto, Davi estava atento à Palavra do Senhor, de forma que sua confiança nas promessas divinas fazia-o se achegar à presença do Senhor, pois sabia que encontraria em Deus um abrigo seguro contra todo mal.
Davi viveu muitas experiências angustiosas, mas, também, intervenções graciosas de Deus, por meio das quais foi amparado diversas vezes em meio à tribulação. Suas difíceis experiências, acompanhadas pela Revelação divina, o ajudaram a ver que Deus está presente em todo tempo, tanto na angústia quanto na alegria daqueles que Ele ama, pois o Senhor “distingue para si o piedoso” (Sl.4.3). Desta forma, Davi se sentia firme em Deus e disposto a desbravar as intempéries da vida por amor ao Senhor, pois nem mesmo todas as perseguições que o mundo lhe trouxesse o fariam desistir de andar na presença de Deus, pois o Senhor era seu sustento. Davi experimentou o ódio de Satanás e do mundo contra os filhos de Deus, mas não desistiu de continuar lutando pelo Senhor da glória, pois encontrava em Deus força e abrigo, firmeza e alegria, graça e paz. Portanto, a principal arma de Davi, contra os inimigos, era a confiança em Deus (Sl.4.4-5), sabendo que o Senhor o defenderia, pois julga os homens com justiça e ama os que esperam nEle.
Por que, então, Davi foi tão angustiado? Por que, após ter sido ungido pelo profeta Samuel, sua vida foi transtornada? A resposta está no plano da redenção. Satanás perseguiu o povo de Deus por toda a história redentora, desde Adão e Eva, tentando impedir que o prometido Salvador pisasse a cabeça da serpente (Gn.3.15). Os evangelhos e o livro de Apocalipse revelam as muitas investidas de Satanás para impedir o cumprimento da salvação. Davi havia sido escolhido não só para ser o rei de Israel, mas, também, o pai do Salvador. Matá-lo seria um meio de impedir que Deus cumprisse sua promessa. Por isso, Davi teve uma vida tão atribulada. Mas, além disso, seus clamores tipificavam o sofrimento de Cristo. Por meio dos Salmos davídicos, podemos ouvir o clamor e confiança de Jesus em face às perseguições de seus inimigos, pois diversos dos Salmos de Davi ecoam nos evangelhos pela boca de Cristo (Sl.6.8; 8.2; 22.1; 31.5; 41.9; 109.25; 110.1 etc.). O sofrimento de Davi e a perseguição injusta que sofreu de muitos do povo de Israel prefiguraram o sofrimento de Jesus, perseguido, maltratado, traído e morto pelo seu próprio povo.

Portanto, os salmos de Davi falam ao nosso coração amplamente. Por meio deles, somos lembrados das promessas do Senhor e exortados a conhecê-las, sabendo que o Espírito de Deus traz paz, em plena guerra, por meio de nossa confiança nas promessas que Deus nos deu (Fp.4.6-7), pois o Senhor é poderoso para dar “mais alegria” ao nosso coração do que a alegria que o mundo tem, “quando lhe há fartura de cereal e de vinho” (Sl.4.7). Além disso, devemos, também, estar atentos ao que Deus tem feito em nossa vida, a fim de que agradeçamos ao Senhor e testemunhemos de seu amor e graça derramados sobre os que o buscam de todo seu coração. Por meio dos salmos, ouvimos a voz de Cristo clamando em nosso lugar, pois Ele sofreu para nos salvar. Seu clamor nos lembra de que Jesus já pagou o preço de nossa redenção, a fim de que vivamos em esperança, pois Ele venceu e voltará para buscar todos os que confiam nEle.