Pages

Mostrando postagens com marcador SALMO 6. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador SALMO 6. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 24 de maio de 2024

Salmo 6

 


SENHOR, não me repreendas na tua ira, nem me castigues no teu furor.” (Sl.6.1)

 

Nos dias antigos, quando sobrevinha a seca, a fome, as epidemias, os terremotos ou as enchentes as pessoas olhavam para a natureza perturbada e entendiam que havia algo de errado com a sociedade, pois a natureza era um instrumento para comunicar uma mensagem divina. Quando uma tempestade assolou o navio de Jonas, os marinheiros oraram, pois entenderam que havia algo de errado e, de fato, havia (Jn.1).

Porém, o racionalismo e o materialismo tornaram as pessoas demasiadamente céticas. Elas olham para os eventos terríveis da natureza e procuram explicações fenomenológicas, e até políticas, mas não olham para si mesmas, a fim de reconhecer que há algum problema nelas e Deus está avisando, antes que seja tarde demais.

No Salmo 6, Davi estava passando por um grande problema. Ele não diz qual é o problema, mas é possível que seja a perseguição de Absalão (Sl.3.1). Então, ele ora ao Senhor e chora clamando a graça divina. Mas, ele não culpa apenas os inimigos que praticam a iniquidade. Davi reconhece que é pecador e que é merecedor do sofrimento. Ele vê no sofrimento uma mensagem divina, então dobra seus joelhos em confissão sincera, na esperança de que o Senhor perdoe seus pecados.

Portanto, ao mesmo tempo em que Davi reconhece sua natureza pecadora e seus pecados, Ele sabe que o Senhor é “Deus clemente, e misericordioso, e tardio em irar-se, e grande em benignidade, e que te arrependes do mal” (Jn.4.2). Por isso, Davi vê que a solução de seu problema se encontra, também, em sua oração de confissão, pois no perdão de Deus, Davi encontraria paz para sua alma e o Senhor ouviria seu clamor, a fim de livra-lo de seu inimigo perverso.

A igreja deve ensinar ao mundo que Deus é o Criador e, também, o sustentador de toda a criação. Logo, nada acontece por acaso (Mt.10.29), pois Deus é a causa primária de todas as coisas e o propósito de tudo, também (Rm.11.36). Por isso, Deus usa a natureza para proclamar sua glória (Sl.19), sua benevolência (Sl.145) e sua justa ira (Ex.5-15). Então, leia o mundo a seu redor à luz da Palavra de Deus e esteja atento aos sinais da graça divina.

domingo, 21 de agosto de 2016

Cristo, Salmos e você - SALMO 6


SENHOR, não me repreendas na tua ira, nem me castigues no teu furor.” (Sl.6.1)

Mesmo que nem todos os problemas da vida sejam consequência de nossos erros, a Escritura nos diz que os males do mundo tem no pecado sua raiz, por isso “toda a criação, a um só tempo, geme e suporta angústias até agora” (Rm.8.22). Contudo, Cristo é o restaurador de tudo, pois a redenção tanto livrou nossa alma do inferno quanto nos deu acesso ao novo céu e nova terra, onde todo nosso ser será restaurado e glorificado para uma vida plena com Deus por toda a eternidade.
Pecado, angústias e esperança também são encontrados nos Salmos de Davi. Em diversos de seus salmos, ele mostra um profundo senso de natureza pecaminosa, associada a seus sofrimentos, pois, ao apresentar-se diante de Deus, a luz da glória do Senhor revelava as falhas e fraquezas de Davi. Por ter sido bastante perseguido e atribulado, Davi clamava com frequência, pedindo ajuda ao Senhor. Contudo, antes, ou durante, seu clamor, ele demonstrava consciência de que sua oração não provinha de lábios perfeitos, mas de um pecador que precisa da graça e da misericórdia do Senhor.
Mesmo dentro de Israel, Davi tinha muitos inimigos, e, por conhecerem um pouco da lei do Senhor, esses inimigos sabiam que os pecados eram castigados por Deus, de acordo com a Lei de Moisés (Dt.28). Desta forma, muitos torciam para ver a queda de Davi, da mesma forma como os adversários de Daniel procuravam razão para acusá-lo (Dn.6). Nesses momentos difíceis, Davi clamava a Deus para que seus inimigos não prevalecessem sobre ele, pois nas mãos do Senhor estava o poder para perdoar a todo o que o buscasse de todo o coração (Sl.130.4). Portanto, enquanto seus adversários ansiavam pela queda de Davi, a fim de que o Senhor o castigasse, Davi confiava na superabundante graça de Deus, e humildemente rogava para que Deus o livrasse de todo mal. Por isso, sabendo que era merecedor de castigos provenientes de Deus, Davi roga por misericórdia e perdão, pois sua esperança estava depositada na graça do Senhor (Sl.6.4).
Cristo aplacou a ira de Deus que estava sobre nós, cancelando o “escrito de dívida, que era contra nós e que constava de ordenanças, o qual nos era prejudicial, removeu-o inteiramente, encravando-o na cruz; e, despojando os principados e as potestades, publicamente os expôs ao desprezo, triunfando deles na cruz” (Cl.2.14-15). Por meio de sua vitória na cruz do Calvário, Jesus expulsou “o acusador de nossos irmãos, o mesmo que os acusa de dia e de noite, diante do nosso Deus” (Ap.12.10). Desta forma, todos os que confiam na justiça de Cristo encontram em Jesus alívio para a alma (Mt.11.28-30) e vitória sobre os inimigos (1Co.15.25). Por causa de Cristo, não somos repreendidos segundo nossos pecados nem castigados pelo furor do Senhor, pois “temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo” (Rm.5.1). Davi confiou na promessa redentora, e Cristo a cumpriu perfeitamente, dando-nos graciosa e poderosa salvação.

Não olhe para seus pecados, mas para a santidade de Cristo; não confie em suas obras, mas na justiça de Jesus; não se vingue de seus inimigos, mas descanse no poder de Deus. Quando seus inimigos se levantarem contra ti, clame ao Senhor, pois nEle há poderosa redenção. Seus pecados podem trazer-lhe lutas e angústias, mas Cristo é poderoso para nos socorrer e livrar-nos de todas elas, pois enquanto o mundo intenta mal contra nós, Deus o transforma em bem, para nossa edificação (Gn.50.20), pois “todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito” (Rm.8.28).