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quinta-feira, 30 de maio de 2024

Salmo 10

 


Por que, SENHOR, te conservas longe? E te escondes nas horas de tribulação?” (Sl.10.1)

 

Mesmo servos fiéis a Deus, estão sujeitos a dúvidas. Elas costumam aparecer quando a aflição se prolonga e o Senhor mantem o silêncio, sem responder às orações ansiosas. Jó também experimentou o efeito da angústia que persistiu por muito tempo sobre ele. Então, começou a questionar: Por que Deus me trata assim sem que eu tenha feito algo para merecer? (Jó 6-7)

O Senhor é tão bom e paciente que deixa seus filhos questionarem. E com sua excepcional sabedoria, o Senhor se utiliza do momento de reflexão para conduzir seus filhos à verdade, como fez com Jó que precisava aprender sobre o terrível pecado da autojustificação, pois aquele que é justo a seus próprios olhos é capaz de condenar até mesmo a Deus para defender uma justiça própria que não existe.

No Salmo 10, o Salmista está diante de outro dilema que aflige seu coração. Ele vê que os perversos e arrogantes prosperam às custas dos pobres, pois a justiça é comprada por aqueles que detém riquezas e poder. A reflexão é semelhante ao Salmo 73. Em ambos, o autor está olhando a injustiça no mundo e não se conforma que os ímpios não sejam condenados enquanto os justos sofre nas mãos dos malfeitores.

Então, a primeira parte do Salmo é uma exposição do mal presenciado pelo salmista. O salmo nos lembra uma oração do profeta Habacuque que diz: “Até quando, SENHOR, clamarei eu, e tu não me escutarás? Gritar-te-ei: Violência! E não salvarás? Por que me mostras a iniquidade e me fazes ver a opressão? Por esta causa, a lei se afrouxa, e a justiça nunca se manifesta, porque o perverso cerca o justo, a justiça é torcida” (Hc.1.2-4).

Mas, nenhum dos questionamentos fica sem resposta, pois Deus fará justiça a seus escolhidos, “embora pareça demorado em defende-los” (Lc.18.7). Assim, o salmista tem a certeza de que o Senhor está ouvindo o clamor dos humildes e tem visto as aflições daqueles que esperam por Ele. E mesmo que não pareça, o Senhor tem cuidado de seus filhos e lhes tem dado forças para suportar as angústias até o dia em que Deus manifestará sua justiça. Então, não desista! Continue perseverando até o fim.

 

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Cristo, Salmos e Você - SALMO 10


O SENHOR é rei eterno: da sua terra somem-se as nações. Tens ouvido, SENHOR, o desejo dos humildes; tu lhes fortalecerás o coração e lhes acudirás, para fazeres justiça ao órfão e ao oprimido, a fim de que o homem, que é da terra, já não infunda terror.” (Sl.10.16-18)

Há dias em que temos a sensação de que tudo está perdido, não há mais solução. Você olha para um lado e vê a política nacional submersa em corrupção; olha para o outro e se depara com a cultura da ignorância, tão imoral e vazia. Então, tenta desviar o olhar de ambas e se depara com a ciência caminhando qual cego diante de uma linda paisagem, pois “o perverso, na sua soberba, não investiga; que não há Deus são todas as suas cogitações” (Sl.10.4).

Contudo, não é o fim para quem conhece a Cristo. Mesmo diante de períodos tão caóticos, o cristão deve ter esperança como o autor do Salmo 10. Tudo estava muito ruim e a maior parte do Salmo é dedicada a descrever os problemas daqueles dias. Durante a leitura do Salmo, temos a impressão que o autor está sem esperança e que o mal havia dominado sobre tudo, sem haver mais quem pudesse livrar os justos das mãos dos ímpios. Todavia, mesmo diante de tamanho problema, o Salmista clama a Deus por auxílio e justiça, então seu coração encontra, nEle, consolo, relembrando o Reinado sempre eterno do Senhor dos senhores e Rei dos reis.

Cristo também sofreu a sua geração. Por onde Ele andou encontrou incredulidade, dureza de coração e maldade. Por ser justo, muitos o perseguiram até a morte; por amar a Deus, pessoas o humilharam e maltrataram; por ser o Filho de Deus, sua geração o desprezou e não fez caso de seu ensino. Então, “Jesus exclamou: Ó geração incrédula e perversa! Até quando estarei convosco? Até quando vos sofrerei?” (Mt.17.17). A perplexidade do salmista diante da perversidade de sua geração assemelha-se ao espanto de Jesus por causa da dureza de coração encontrada em seus dias.

Todavia, Jesus não apenas veio contemplar a maldade do homem, mas trazer a justificação de Deus para seu povo. Ele é o “Rei eterno” (Sl.10.16), que socorre os humildes (Mt.11.28) e fortalece o coração dos que esperam em Deus (Jo.14-17). Ele é a justiça de seu povo (Rm.5.1) e o vingador que há de julgar o mundo com retidão e defender os mansos (Ap.12.5; 19.15). Ele, portanto, é a viva esperança que o salmista aguardava ver; a resposta a todas as orações dos aflitos vilipendiados pelos ímpios; a perfeita intervenção divina em favor de seu povo que dia a noite clama por socorro diante de um mundo que jaz no maligno (Ap.6.9-11).

Portanto, devemos lembrar, no dia a dia, que antes de Jesus ser nosso amado amigo e Senhor, Ele foi, e sempre será, nosso auxílio, socorro e libertador (Rm.5.8; Cl.1.13; Hb.4.16). Assim como o salmista, também temos a impressão que o mundo está tomado pela maldade de tal forma que não parece mais haver solução. Mas, se por um momento olharmos para o Senhor da glória, o Deus da criação, o redentor do pecador, então contemplaremos seus atos redentores operados no decurso dos séculos, a fim de conduzir o homem ao único e perfeito salvador, o restaurador de toda a criação: Jesus (Rm.8).


Foi exatamente isso que Jesus fez, já próximo de sua crucificação (Mt.26.39). Ele contemplou a glória do Pai e descansou diante de sua perfeita vontade, certo de que assim como Ele havia glorificado a Deus por meio de suas obras, também o Pai o glorificaria por meio da vitória na cruz (Jo.17). De forma semelhante, tenha seus olhos sempre fitos em Cristo, a fim de que, nEle, seu coração encontre esperança e forças para continuar a jornada proposta por Deus, pois, mesmo que pareça demorado (Lc.18.7), Ele jamais nos deixará, e “vem, vem julgar a terra; julgará o mundo com justiça e os povos, consoante a sua fidelidade” (Sl.96.13).