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quinta-feira, 6 de junho de 2024

Salmo 13

 


“Até quando, SENHOR? Esquecer-te-ás de mim para sempre? Até quando ocultarás de mim o rosto?” (Sl.13.1)

 

Você não é a única pessoa ansiosa pela solução de um problema. Davi tinha fortes razões para estar angustiado, pois inimigos queriam mata-lo. E por mais sério que fosse seu problema, Deus não lhe responde rapidamente, mas na hora certa. Então, o silêncio divino trouxe ansiedade ao coração de Davi, mesmo que Deus estivesse, o tempo todo, cuidando de seu filho.

Muitos problemas na vida duram um período significativo. Davi foi perseguido por Saul por, aproximadamente, quinze anos, depois dos quais tornou-se o maior rei de Israel. Foram anos difíceis, mas não em vão, pois Deus forjou o caráter de Davi durante esses longos anos de lutas, aprimorando o menino ruivo de boa aparência para tornar-se o valente rei segundo o coração de Deus.

E por mais angustiado que Davi esteja em seus salmos de clamores, ele nos exorta a confiar em Deus. No final do Salmo 13, Davi expressa sua confiança na graça divina. Mesmo atribulado em seu coração, Davi não está desesperado, pois as promessas de Deus são fieis e verdadeiras, esperança para seu coração. E quando Davi aquieta sua alma relembrando as obras de Deus, ele vê que o Senhor estava lhe fazendo muito bem, cuidando de sua vida, dia a dia.

Portanto, ele deveria continuar esperando no Senhor. Deus não o abandonou, mesmo que estivesse em silêncio. Logo, os inimigos de sua alma não iriam triunfar sobre ele, mesmo que fossem maiores em número e mais fortes em poder. Então, como se Davi relembrasse as promessas e as obras de Deus, ele repousa seu coração nos braços do Senhor e canta louvores confiantes ao Salvador. Deus estava no controle de sua vida e isso bastava.

Muitas vezes você deve ter se sentido sozinho frente a grandes problemas da vida. Os problemas são inevitáveis, pois o mundo jaz no maligno e o diabo quer destruir os filhos de Deus. Mas, o Senhor nos chama a descansar nEle, pois, mesmo em silêncio, continua cuidando de nós. Então, como Davi, lembre as promessas e as obras do Senhor, inclusive em sua vida. Deus basta para você, pois sempre estará no controle de tudo, trabalhando para quem espera nEle.

 

sábado, 21 de julho de 2018

Cristo, Salmos e Você - Salmo 13


Até quando, SENHOR? Esquecer-te-ás de mim para sempre? Até quando ocultarás de mim o rosto?” (Sl.13.1)

Dificilmente, conseguiremos comparar o sofrimento dos salmistas com os problemas que passamos em nossos dias, afinal, em diversos dos salmos de clamor, o autor está sendo perseguido por seus inimigos que procuravam matá-lo. Os clamores tinham fundamentos bem sólidos, pois a perseguição dos adversários era real e cair diante do inimigo significava morte, como disse Davi: “ilumina-me os olhos, para que eu não durma o sono da morte” (Sl.13.3).

Às vezes, essas situações perduravam por longos tempos sem que Deus lhe apresentasse qualquer resposta. Então, o coração do salmista se angustiava, vendo-se em aperto sem qualquer solução. Todavia, mesmo em aflição, Davi não deixa de buscar auxílio no Senhor nem de esperar de Deus a salvação. Quem poderia socorrê-lo na perseguição? Quem poderia livrá-lo das mãos dos inimigos? Davi bem sabia que o Senhor era seu escudo (Sl.3.3) e que o silêncio não representava ausência divina, por isso disse: “no tocante a mim, confio na tua graça” (Sl.13.5).

Por isso, mesmo cercado de tribulações, ameaçado de morte, Davi retira de seu coração palavras de confiança, gratidão e alegria (Sl.13.5-6). A certeza de que Deus estava com ele para o guardar até mesmo no vale mais profundo (Sl.23.4) alegrava seu semblante triste e tranquilizava o coração inquieto. Portanto, mesmo quando parecia que o Senhor havia se esquecido dele, que o Senhor não ouvia suas orações (Sl.13.1-2), Davi não desiste de continuar clamando (Sl.13.3-4) nem murmura contra Deus.

A Escritura diz que “muitas são as aflições do justo” (Sl.34.19) e, mesmo que sejam diferentes do que Davi estava passando, várias delas perturbam o coração. Em diversos problemas que enfrentamos na vida, parece que o Senhor não está nos vendo nem ouvindo nem disposto a nos ajudar. O silêncio incomoda a alma que precisa de auxílio. Mas, é exatamente nesses momentos da vida que devemos demonstrar confiança, gratidão e alegria, à semelhança de Davi.

No deserto, Israel se deparou com problemas ao longo da caminhada, após terem visto todas as maravilhas que Deus operara no Egito (Ex.3-14). E diante das necessidades, o povo murmurava contra o Senhor (Ex.15.24; 16.2; 17.3; Nm.16.41); tentou a Deus pondo-o à prova (Ex.17.7; Hb.3.9); e, falaram contra o Senhor diversas vezes, resistindo à vontade de Deus (Nm.16.1-35; .Sl.106.16). Por causa da constante agitação maldosa do coração daquele povo, os filhos de Israel não percebiam a grandeza do que Deus havia feito para libertá-los (Ex.15), o que o Senhor estava fazendo no deserto para sustentá-los com tudo o que era necessário (Dt.8.3-4) e o que Deus haveria de fazer dando-lhes a terra prometida (Dt.27.3). E, tamanho foi o pecado do povo que Deus lhes negou entrar na terra do descanso (Nm.14.26-35; Sl.95.11).

Não é isso o que Deus espera de seus filhos, por isso o Senhor pôs aquela geração por exemplo, a fim de que a igreja não cometesse os mesmos erros (1Co.10.1-13). Tiago nos diz que “bem-aventurado o homem que suporta, com perseverança, a provação; porque, depois de ter sido aprovado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor prometeu aos que o amam” (Tg.1.12) e Paulo afirma que a “tribulação produz perseverança; e a perseverança, experiência; e a experiência, esperança” (Rm.5.3-4). Ou seja, Davi foi aprovado por Deus, porque se manteve firme nas promessas divinas diante das lutas que precisou enfrentar, e solidificou sua esperança na salvação do Senhor ao perseverar nas tribulações, com confiança, gratidão e alegria.

Como você tem reagido diante dos problemas da vida? Murmuração? Exigências de Deus? Esfriamento espiritual? Rebeldia contra a igreja, os líderes, o próprio Deus? Como você lida com a aparente inércia do Senhor que se mantem em silêncio mesmo quando você clama por socorro? Você tem perseverado em oração? Você se mantém firme na adoração? Você tem agradecido a Deus por tudo o que Ele já fez em sua vida? Ou você só tem olhado para o problema, como quem está preocupado apenas em sair dele? Ou seja, você tem reagido aos problemas como aquela geração perversa de Israel ou tem glorificado a Deus com confiança, gratidão e alegria, como Davi?

Cristo glorificou o Pai mesmo diante da mais difícil angustia que alguém poderia passar: sofrer toda a ira do Deus Todo-Poderoso (Is.53; Mt.26.36-45; Hb.2.18; 5.8; 13.12), a fim de satisfazer a justiça do Senhor (Rm.3.26; 5.1; Gl.3.13; 1Pe.1.18-19). Na oração sacerdotal, Cristo mostrou sua confiança, gratidão e alegria exaltando o Pai por tudo o que havia planejado acerca da redenção e, também, por tudo o que haveria de ser feito para consumá-la: a crucificação e ressurreição (Jo.17). Quando estava no Getsêmani com os discípulos, sabendo o que estava para acontecer, Jesus mostrou sua confiança, gratidão e alegria entregando, prontamente, a vida ao Pai para que a vontade de Deus fosse feita: “Meu Pai, se possível, passe de mim este cálice! Todavia, não seja como eu quero, e sim como tu queres” (Mt.26.39).

Mesmo indo para a cruz, Cristo confiou plenamente na vontade do Pai. Não deveriam, aqueles que creem, confiar no Senhor quando cercados por tribulações? A vontade de Deus é sempre “boa, agradável e perfeita” (Rm.12.2) e sua presença na vida daqueles que o amam é real e ativa (Sl.145.18-19). O que se conclui? Se Deus não poupou nem mesmo seu Filho amado (Rm.8.32) para nos livrar do maior problema que tínhamos: a justa condenação, como nos abandonaria diante das lutas enfrentadas nesse mundo que “jaz no maligno” (1Jo.5.19)? Portanto, acalme seu coração aflito lembrando-se da real presença do Senhor; aquiete sua alma angustiada memorando tudo o que Deus fez para nos salvar. Então, persevere em oração, confiando certo de que Deus está ouvindo; agradecendo, porque Ele nunca nos desampara; e alegrando-se, porque há esperança para aqueles que estão em Cristo Jesus.