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sábado, 27 de junho de 2015

Os sinais do tempo


“Ele, porém, lhes respondeu: Chegada a tarde, dizeis: Haverá bom tempo, porque o céu está avermelhado; e, pela manhã: Hoje, haverá tempestade, porque o céu está de um vermelho sombrio. Sabeis, na verdade, discernir o aspecto do céu e não podeis discernir os sinais dos tempos?” (Mt.16.2-3)


O evangelho circulou o mundo e perdurou em diversas nações por muitos séculos. Multidões e nações se renderam ao governo do Senhor Jesus e se submeteram ao viver santo e agradável do Senhor. Contudo, “outra geração após eles se levantou, que não conhecia o SENHOR, nem tampouco as obras que fizera” (Jz.2.10). Essa geração atual caminha apagando as marcas que o evangelho deixou nos lugares onde foi bem recebido, no passado. Desta forma, a iniquidade aumenta e se prolifera e se aproxima do limite estabelecido por Deus, indo em direção ao juízo.
Isso aconteceu outras vezes, conforme revela a Escritura sobre os dias do dilúvio, Sodoma e Gomorra, Egito, Cananeus e até Israel. Em todos os casos a Palavra de Deus nos mostra o mesmo percurso até a chegada do “dia do SENHOR” sobre os ímpios: paulatinamente o pecado se proliferou até devastar todos os corações. Em sua muita paciência, Deus tolerou o viver leviano do ser humano, concedendo aos homens tempo suficiente para que se arrependessem de seus pecados, pois “benigno e misericordioso é o SENHOR, tardio em irar-se e de grande clemência.” (Sl.145). Contudo, em todos os casos, em que chegou o dia do juízo, o povo não atendeu ao chamado de Deus, antes aumentou seus pecados contra o Criador até receber a justa ira divina.
Nossos dias não são diferentes. O cenário mundial está sendo preparado para ser alvo da justa ira de Deus. Desde o retorno ao classicismo (humanismo, renascentismo, iluminismo), a história vem testemunhando a degradação desenfreada das nações. Os valores cristãos difundidos no mundo vêm sendo apagados pouco a pouco. O Deus Criador havia sido substituído pela ocasional evolução, e, sem Deus, tudo se tornou relativo, de forma que os valores absolutos cristãos passaram a ser questionados, um após o outro. Sendo assim, houve um percurso até o mundo chegar ao status de Sodoma e Gomorra de nossos dias. Semelhante ao que o diabo fez com Eva, ele foi cercando o mundo, e também a igreja, com suas mentiras, até conseguir seu objetivo: “matar, roubar e destruir” (Jo.10.10).
Você se lembra das piadas sobre questões sexuais? Lembra-se dos apelos à tolerância em nome de um suposto amor? Lembra-se dos casamentos mistos tolerados no meio da igreja? Lembra-se que a tolerância sempre tinha aparência de piedade? Talvez, agora, você perceba que o diabo estava por trás de muitos desses enganos. Quando a Verdade é relativizada, por qualquer que seja a razão, então a mentira amplia o seu reino, abrindo portas para todo engano. E, em dias assim, ouço as Palavras do profeta Isaías protestarem, dizendo: “Pelo que o direito se retirou, e a justiça se pôs de longe; porque a verdade anda tropeçando pelas praças, e a retidão não pode entrar. Sim, a verdade sumiu, e quem se desvia do mal é tratado como presa. O SENHOR viu isso e desaprovou o não haver justiça.” (Is.59.14-15).
O que o cristão deve fazer diante de tudo isso? Primeiramente, não deve ter medo, pois o Senhor Jesus já venceu o mundo e tem tudo sob controle (Rm.8.28-39). Em segundo lugar, o cristão deve continuar lutando pela Verdade, batalhando “diligentemente, pela fé que uma vez por todas foi entregue aos santos” (Jd.3). Além disso, deve preparar a própria vida para a volta de Jesus. Não sabemos quando Ele virá, mas seja qual for o dia, devemos estar prontos. A igreja deve ser um abrigo para os perseguidos por causa da justiça; uma escola para aperfeiçoar os cristãos no conhecimento da Verdade; e, um quartel general para capacitar os soldados de Jesus para a batalha, afinal “a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes.” (Ef.6.12)