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terça-feira, 21 de maio de 2024

Salmo 3

 


Levanta-te, SENHOR! Salva-me, Deus meu, pois feres nos queixos a todos os meus inimigos e aos ímpios quebras os dentes” (Sl.3.7)

 

Boa parte das pessoas encontra conforto no livro de Salmos, pois muitos dos Salmos são orações de humildes servos de Deus, clamando por auxílio diante das angústias do coração. Então, os leitores se identificam com o sofrimento do salmista e sentem conforto na graça divina que o alcançou. Mas, o que poucos observam, é que tais orações revelam uma guerra das trevas contra os filhos de Deus.

Por meio das ideologias racionalista e materialista, presentes na filosofia, na política, na economia, na ciência e, até, na cristandade atual, a dimensão espiritual passou a ser ignorada. Deus tornou-se uma interjeição; e Satanás, um mito cristão antigo. Desse modo, os homens tornaram-se vulneráveis ao verdadeiro inimigo, e, muitas vezes, se tornam instrumentos dele.

E por mais que Davi, aparentemente, tenha visto apenas como estavam crescendo os inimigos ao redor dele e como eram numerosos os que se levantavam contra ele, o apóstolo Paulo nos adverte que “a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes” (Ef.6.12). Ou seja, por trás de Absalão e seu exército estava Satanás os incitando contra o servo de Deus.

Observe, então, que apesar de Davi não mencionar as forças espirituais do mal em sua guerra contra os inimigos, ele sabe que sua vitória sobre os adversários dependia totalmente da graça e do poder de Deus. Davi não parte para guerra, simplesmente. Antes, ele ora ao Senhor de onde vinham sua força e coragem, e para quem eram as suas vitórias, “porque do SENHOR é a guerra” (1Sm.17.47).

Portanto, não se deixe levar pelas armadilhas racionalista e materialista. Um soldado atento aos inimigos não é surpreendido quando for atacado. Então, esteja alerta ao fato de que Satanás atua nesse mundo e que seu propósito é destruir a igreja (Ap.12-13). E, assim, lute de joelhos, orando ao Senhor, enquanto a Espada do Espírito, que é a Palavra de Deus, está desembainhada em sua mente e seu coração.

 

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Cristo, Salmos e você - SALMO 3


SENHOR, como tem crescido o número dos meus adversários!” (Sl.3.1)

O livro de Apocalipse revela-nos o ódio que Satanás, a antiga serpente, tem contra a igreja (Ap.12.13-18). Durante toda a história da redenção, o diabo tentou destruir o povo do Senhor, impedindo a concretização do plano de salvação. Por essa razão, muitos inimigos se voltaram contra os servos de Deus, e até o filho de Davi tentou tomar o trono do pai, pois a queda do trono de Davi representaria uma falha divina no cumprimento das promessas. O diabo usa todos os meios para impedir que Deus cumpra sua Palavra dada para a igreja; e até os mais próximos podem ser instrumentos do maligno.
Davi foi um homem muito importante dentro da história da redenção. Ele foi o instrumento de Deus para trazer paz sobre Israel, pois venceu os inimigos ao redor (1Rs.4.24; 1Cr.17.8; 22.9); uniu o povo em torno do trono de Jerusalém (1Cr.11.1-9); planejou e viabilizou a construção do templo (1Cr.22.1-19); e, tornou-se herdeiro da promessa redentora, pai do futuro Messias (1Cr.17.1-15). Contudo, todo esse privilégio não trouxe tranquilidade para Davi, mas tribulações, pois Satanás tentou mata-lo diversas vezes, a fim de impedir a concretização das promessas divinas (1Sm.19.1; 2Sm.17.1-26; 21.16). Davi foi um homem de muitas angústias e deixou as marcas de suas tribulações em seus Salmos: orando, chorando, clamando, contando seu sofrimento, pedindo ajuda e livramento.
Contudo, as angustias não fizeram Davi desistir de sua caminhada. Sempre que se via atribulado, Davi orava ao Senhor, pois o Espírito de Deus dava-lhe certeza ao coração de que suas orações eram ouvidas (Rm.8.26-28). Desta forma, Davi lançava todas suas angustias na presença do Senhor e fortalecia o coração lembrando as promessas que Deus lhe havia feito, encontrando, no Senhor, paz para o coração (Sl.3.5; Fp.4.6-7), pois sabia que Deus era fiel para cumprir todas as promessas. Por meio da fé, Davi encontrava forças para lutar e Deus concedia-lhe a vitória sobre os inimigos; e, ao final da longa jornada no vale da sombra da morte, Davi voltava vitorioso, glorificando a Deus que em todo tempo esteve ao seu lado (Sl.23.4-6).
As tribulações de Israel nos dias do Antigo Testamento estavam relacionadas a Jesus. Satanás estava tentando impedir o nascimento do Filho de Deus. Mas, não conseguindo, o diabo passou a perseguir Jesus, procurando impedi-lo de cumprir a obra redentora (Mt.2.13-18; 4.1-11; 14.5; 26.4; Jo.5.18; 7.1; 11.53; Ap.12.1-6). Semelhante a Davi, Jesus viu seu próprio povo persegui-lo, pois nem os familiares criam nele (Jo.7.5). Contudo, diferente de Davi, o destino de Cristo era realmente a morte, e mesmo que soubesse disso, Jesus, também, entregou sua angústia nas mãos do Pai, a fim de realizar a vontade de Deus (Mt.26.38-39//Sl.22.8). Quando Jesus estava na cruz, muitos passaram “meneando a cabeça”, blasfemando e dizendo: “confiou em Deus; pois venha livrá-lo agora, se de fato lhe quer bem” (Mt.27.39-44). Mas, o que parecia ser a derrota do Filho de Deus, foi o início de sua vitória. Por mais que Ele tenha feito somente o bem e pregado somente a Palavra de Deus, muitos o odiavam. Porém, mesmo na cruz, Jesus confiou sua vida ao Pai, e Deus o tomou pela mão (Lc.23.46).

A vida do cristão é sofrida por causa daquele a quem serve: Jesus. O mundo nos odeia porque odeia a Deus (Jo.15.18). Por isso, enquanto estivermos no mundo, angustias nos alcançarão, obstáculos serão postos em nosso caminho. Contudo, não estamos sozinhos. Deus sempre cuida de seu povo (1Pe.5.7) e ouve suas orações (Fp.4.6). Quando seu coração estiver ansioso, entregue seus problemas nas mãos do Senhor, meditando nas promessas de Deus, pois Ele é fiel e prometeu voltar para nos buscar (At.1.11). A esperança da vitória trará, pelo Espírito de Deus, alegria a seu coração e você poderá repousar sossegado, pois “a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus” (Fp.4.7).