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sábado, 25 de maio de 2024

Salmo 7

 


“Deus é justo juiz, Deus que sente indignação todos os dias.” (Sl.7.11)

 

Por causa da obra graciosa de Cristo Jesus, o cristão desfruta da paz divina em seu coração. É a certeza de que Deus o ama e que todos os seus pecados foram pagos na cruz do Calvário. Todavia, isso não significa que o cristão desfrutará de sossego nesse mundo, pois tanto Satanás quanto os ímpios odeiam aqueles que Deus ama e, por isso, vivem para perturbar a igreja de Jesus.

Davi passou por isso, também. Em seu Salmo 7, Davi está em paz com Deus, pois estava andando na presença do Senhor, buscando viver para a glória de Deus, de modo que nem mesmo a seus inimigos ele fazia o mal (Sl.7.3-4). Os muitos salmos em que Davi ora, rogando a justiça divina, nos mostram que realmente Davi entregava tudo nas mãos do Senhor e esperava no justo agir de Deus.

E nessa confiança de que Deus há de fazer justiça, o Espírito do Senhor nos revela algo importantíssimo a respeito da condição dos pecadores perante Deus: “Se o homem não se converter, afiará Deus a sua espada; já armou o arco, tem-no pronto; para ele preparou já instrumentos de morte, preparou suas setas inflamadas” (Sl.7.12-13).

Não era contra Davi que os inimigos lutavam, mas contra o próprio Deus. Pois, ao serem injustos, perversos e mentirosos, eles pecavam contra a Santidade do Juiz de toda a terra. Portanto, Deus mesmo seria o vingador e pediria contas a todos os pecadores, no tempo certo. E essa é a condição de todo homem que não se converter de seu mau caminho, a fim de viver para a glória de Deus.

Porém, aqueles que esperam em Deus, renderão graças ao Senhor, segundo a Sua justiça, e cantarão louvores ao nome do SENHOR altíssimo (Sl.7.17), pois Deus é o escudo de seu povo, “Ele salva os retos de coração” (Sl.7.10). Sendo assim, a única salvação para o homem encontra-se no próprio Deus Salvador.

A igreja deve mostrar ao mundo a verdade sobre a condição de todo pecador que não se uniu a Cristo, o Redentor. Sem Jesus, a ira de Deus está sobre os pecadores e, no tempo certo, sofrerão a justa condenação de Deus. Portanto, pregue! Pois, mais que nossos inimigos, os ímpios são inimigos do Senhor, o Juiz de toda a Terra.

 

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Cristo, Salmos e você - SALMO 7


“SENHOR, Deus meu, em ti me refugio” (Sl.7.1)

Há momentos na vida em que nos sentimos estranhos onde estamos. Não é preciso estar vivendo em outra cidade, ou mesmo em outro país, para que essa sensação apareça. Basta percebermos que o mundo ao nosso redor não gosta da gente. Para isso acontecer, não é preciso haver uma razão clara ou lógica. O fato de amarmos a Deus é motivo suficiente para o mundo nos odiar e nos perseguir. Nesses momentos da vida, nossa vontade é ir embora para lugares os mais distantes possíveis. Contudo, não importa para onde iremos, pois lá, o mundo continuará nos odiando, porque odeia nosso Deus, Senhor e Salvador de nossa vida. Então, para onde iremos nessas horas?
Davi foi um homem de muitos inimigos. Desde o dia em que o profeta Samuel o ungiu para ser rei de Israel, tribulações começaram a cerca-lo. Como ovelha no meio de lobos, ele se refugiava no Senhor, seu pastor (Sl.23.1), e apesar de nunca ter estado em uma cidade refúgio de Israel, pois não fazia mal aos cidadãos, Davi precisou fugir diversas vezes para o deserto, a fim de se esconder em grutas (1Sm.22.1), pois seus inimigos o perseguiam injustamente. Ao olhar para as grutas que lhe serviam de abrigo, Davi lembrava-se de seu Deus, exclamando: “SENHOR, Deus meu, em ti me refugio” (Sl.7.1).
Deus era socorro certo para Davi. Mesmo sendo homem valente, ele não confiava em suas forças; mesmo tendo amigos fortes, ele não confiava em seu exército; mesmo sendo inteligente, ele não confiava em suas estratégias. A certeza de que sua vida seria poupada estava depositada tão somente no Senhor. Deus lhe havia prometido o trono de Israel (1Sm.16.13; 2Sm7.1-17) e Davi sabia que as promessas do Senhor não falhavam jamais. Sua confiança na fidelidade de Deus e no poder do Senhor para cumprir todas suas promessas possibilitavam descanso ao coração daquele homem atribulado.
Davi amava a Deus, e esta era a razão de ser tão perseguido pelos ímpios. Todos os servos de Deus foram alvo do ódio do mundo, porque o mundo odeia seu Criador, pois o pecado o tornou inimigo de Deus. Por essa razão, a caminhada dos filhos de Deus é difícil e árdua. Para atravessar o deserto deste mundo, os servos de Deus precisaram confiar no Senhor e focar os olhos no cumprimento de suas promessas. Às vezes em que algum servo de Deus olhou para as adversidades, teve vontade de desistir, semelhante a Elias (1Rs.19). Mas, nessas horas, Deus se ergueu graciosamente e estendeu sua forte mão para levantar e ajudar o prostrado, a fim de coloca-lo no Caminho outra vez, pois aquele que entregou seu próprio Filho para nos salvar, jamais nos abandonará (Rm.8.28-39).
Nas horas de tribulação, Jesus é nosso refúgio. Quando você se sentir estranho à terra, não pergunte para onde você fugirá, mas em quem você se refugiará, pois nosso refúgio verdadeiro é o Senhor Jesus. Vendo as multidões pobres, maltratadas e tratadas como estranhas à terra, Jesus ofereceu-lhes abrigo, dizendo: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei” (Mt.11.28). Em Cristo, podemos nos abrigar da justa ira vindoura que será derramada sobre os ímpios (Sl.7.11), pois Jesus é nossa justiça, nosso justificador (Rm.3.26; 5.1). Em Cristo, podemos vencer as tentações do mundo que nos assedia diariamente (Gl.5.16), pois Jesus nos enche de seu Espírito, fazendo-nos desejar a vontade do Pai, mais do que qualquer vontade da carne. Em Cristo, podemos nos refugiar dos inimigos que nos odeia, pois Jesus é nosso escudo e fortaleza, e nos defende na batalha (Sl.7.10).
Portanto, quando você se sentir estranho à terra; quando se sentir odiado pelo mundo ao seu redor; quando se sentir estrangeiro para o mundo, busque em Cristo o abrigo e socorro, pois Ele estará pronto para te receber. Com sua vida nas mãos do Senhor, você terá paz no coração (Fp.4.6-7), certo de que o Senhor o guarda. Em paz, Jesus o convida para se fortalecer nEle, pois a caminhada não chegou ao fim. Para isso, você deverá meditar na Palavra do Senhor de dia e de noite, e estar continuamente na presença dEle, em oração. Fortalecido, você se levantará disposto para lutar o bom combate do Senhor, e mesmo que esteja cercado de inimigos, finalmente você erguerá sua voz, num grito de guerra: “renderei graças ao Senhor, segundo a sua justiça, e cantarei louvores ao nome do SENHOR Altíssimo” (Sl.7.17).