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quinta-feira, 2 de julho de 2015

Não por força nem por violência, mas pelo Espírito do Senhor



Esta é a palavra do SENHOR a Zorobabel: Não por força nem por poder, mas pelo meu Espírito, diz o SENHOR dos Exércitos.” (Zc.4.6)

Ainda que a igreja visível pertença ao Senhor, ela é composta de pecadores tanto convertidos quanto não convertidos. Isso acontece por duas razões: Primeiramente, a santificação não é uma obra instantânea como a justificação. O processo de santificação leva a vida toda e, muitos, se acomodam pelo caminho, se acostumando com pecados como a maledicência. Em segundo lugar, nem todas as pessoas dentro de uma igreja local são crentes de verdade. Jesus alertou que haveria joio no meio do trigo (Mt.13.24-30). Essas pessoas se dizem crentes, no início parecem com crentes, mas depois começam a mostrar a maldade do coração, se rebelando contra a Palavra de Deus. Por isso, encontramos diversos pecados que precisam ser combatidos no meio da igreja: inveja, insubordinação, soberba, imoralidades, maledicência, desejo por poder, preguiça, espírito de divisão, falta de amor, mentiras, intrigas, glutonarias e bebedice etc.
Como pastorear uma igreja assim? Não adianta ser um bom administrador de empresa, pois a igreja não é uma máquina nem um prédio, mas o corpo de Cristo, um organismo vivo que precisa do verdadeiro alimento. Aqueles que veem a igreja como uma empresa costumam matá-la sem perceber, ao tratá-la como uma máquina sem vida. Preocupam-se com o dinheiro que entra e o que sai, com o prédio e com algumas programações. As pessoas são tratadas como funcionários e não percebem que mesmo que haja certa organização, todos estão mortos, pois não foram alimentados com a Verdade nem estão cheios do Espírito de Deus que é o agente da vida. Nessas igrejas, organizadas por fora, mas mortas por dentro, as pessoas não conseguem vencer os pecados. Elas se preocupam com a extrema organização das sociedades internas, com a hora do culto, com a manutenção de tradições, mas não conseguem vencer pecados como a maledicência, tão comum no meio de muitos cristãos. Elas não foram pastoreadas, apenas administradas.
A igreja não precisa de administradores, ela precisa de pastores. Deus não está preocupado com a aparência da igreja, mas com seu coração. Por isso, mesmo quando Israel estava fazendo os cultos, aparentemente, de forma correta, Deus disse: “Tomara houvesse entre vós quem feche as portas, para que não acendêsseis, debalde, o fogo do meu altar. Eu não tenho prazer em vós, diz o SENHOR dos Exércitos, nem aceitarei da vossa mão a oferta” (Ml.1.10). Deus quer o coração do homem, de onde procedem tanto as coisas boas quanto as coisas ruins (Mt.15.17-20): “Dá-me, filho meu, o teu coração, e os teus olhos se agradem dos meus caminhos” (Pv.23.26). Por esta razão, Deus não chama administradores para cuidar de sua igreja, mas pastores para pastorearem o coração do povo de Deus. É o coração que precisa ser confrontado e conduzido pelo bom caminho. O coração precisa ser dominado e também alimentado com a Verdade.
Portanto, a igreja precisa ter maturidade na escolha daqueles que irão pastoreá-la. Amizade, familiaridade e aparência não fazem um bom presbítero nem pastor. As Escrituras dizem que é necessário ser homem cheio do Espírito Santo e da Verdade. Tudo que é necessário para se pastorear uma igreja vem do Espírito de Deus e da Escritura:

1)   Amor e zelo pelas Escrituras – A igreja é alimentada com a Verdade e a Palavra de Deus é a Verdade. Como uma pessoa pode pastorear bem a igreja se não conhece a Verdade que a alimenta? A falta de conhecimento e maturidade pode levar a igreja à ruina. Deus não está interessado em ter uma igreja cheia de pecadores não convertidos. Ele quer uma igreja saudável (Ef.5.25-27), que anda nos caminhos do Senhor (Sl.119.4), que tem prazer na lei do Senhor (Sl.1.2), que batalha pela Verdade que nos foi entregue por Deus (Jd.3). Afinal a igreja é coluna e baluarte da Verdade (1Tm.3.15).
2)   Verdadeira Piedade – A piedade não se orgulha de si mesmo, pois uma das características da verdadeira piedade é a humildade. A piedade é alcançada por meio de uma vida íntima com Deus. Ninguém consegue verdadeira piedade sem uma vida de oração e meditação. Jamais alguém poderá ser presbítero ou pastor se não tem uma vida profunda de oração e meditação nas Escrituras Sagradas. Piedade abrange o negar a si mesmo, zelar pela Verdade, saber ensinar a Escritura, buscar a paz e impedir a divisão, falar com sabedoria e graça lutando contra a maledicência, se relacionar com terno amor sem, contudo, tolerar os pecados no meio da igreja.
3)   Ser guiado pelo Espírito de Deus – O líder deve ser um homem visionário, guiado pelo Espírito de Deus. O que significa isso? Os grandes homens da história conseguiam perceber as consequências de atitudes do presente. Por exemplo: Neemias advertiu o povo quanto ao perigo do casamento misto, pois sabia que isso desviaria o coração da nação como aconteceu com Salomão e muitos outros (Ne.13.23-27). O povo não pensa nas consequências para o futuro, mas o líder precisa estar atento a tudo, a fim de adverti a igreja quanto aos perigos que ela não consegue ver. O que parece ser apenas uma brincadeira pode se tornar uma porta para o pecado. O líder precisa prever isso.
4)   Firmeza alicerçada em Deus – Por ultimo gostaria de falar da firmeza que Deus exigiu de Josué: “sê forte e mui corajoso para teres o cuidado de fazer segundo toda a lei que meu servo Moisés te ordenou; dela não te desvies, nem para a direita nem para a esquerda, para que sejas bem-sucedido por onde quer que andares” (Js.1.7). A vida de pastor é demasiadamente maltratada. O pastor precisa lutar contra lobos que querem entrar no rebanho para arrastas as ovelhas, e contra o joio que começa a se revelar, querendo desviar o trigo com mentiras adornadas de falsa piedade (At.20.29-30). Para muitos, o pastor é a pessoa que menos sabe dentro da igreja. Uns acham que sabem mais, outros acham que pastoreiam melhor, mulheres querem mandar no pastor e muitos reclamam sem parar, semelhante ao que fazia Israel no deserto (Ex.15.24; 16.2,6-9; 17.3). Diante de tudo isso, o pastor precisa estar firme, bem alicerçado na Palavra de Deus e com o coração nas mãos do Senhor. Será necessária muita paciência e perseverança para não desanimar nem deixar que o povo atrapalhe o bom pastoreio do rebanho. O bom pastor não é aquele que ouve e atende ao que o povo pede, mas aquele que guia o povo pelo caminho do Senhor mesmo que esse não queira, assim como deve fazer um pai com seu filho (Sl.23.1-4).

Diante de tudo isso, exclamamos quão necessário é o Espírito do Senhor no pastoreio da igreja. Portanto, se você não irá pastorear a igreja pelo poder do Espírito e da Palavra é melhor que não comece, pois Deus pedirá contas por não teres cuidado da igreja dEle da forma correta. E vocês que vão escolher alguém para pastorear, pensem com mais maturidade, pois amizade, familiaridade e aparência não fazem o pastor ou presbítero, mas o estar cheio do Espírito de Deus para pastorear a igreja de Jesus como Ele quer.