“Paulo respondeu: Assim Deus permitisse que, por pouco ou por muito, não apenas tu, ó rei, porém todos os que hoje me ouvem se tornassem tais qual eu sou” (At.26.29)
Em 500 anos,
saímos da realidade indígena primitiva para o conglomerado urbano das metrópoles
congestionadas de carros. O Brasil se tornou autossuficiente em diversas
matérias primas, inclusive no petróleo. E, apesar de todos os problemas
existentes, o país está se desenvolvendo economicamente, pouco a pouco.
Contudo, parece que o brasileiro vive a cultura da exploração. Ou seja, a ideia de que seu objetivo é tirar o maior proveito possível dos lugares, explorando o ambiente a seu redor: repartições públicas e privadas, para
enriquecer com facilidade e sem muito esforço. E, este é um dos fatores que
prejudicam um melhor desenvolvimento da nação, pois o brasileiro, em geral,
luta por si mesmo, não pelo seu país.
Mesmo assim, o
Brasil conseguiu se desenvolver em diversos aspectos socioeconômicos em seus
500 anos. No entanto, o país não tem progredido tanto quanto deveria. A violência
ainda está nas ruas, a política continua corrompida e a imoralidade em vez de
diminuir está aumentando, entrando nos lares e destruindo vidas.
Mas, pode
haver esperança para a nação, como houve para os pagãos dos primeiros séculos.
O cristianismo nasceu às margens do judaísmo e logo passou a ser perseguido
pelo mesmo. Contudo, em apenas três séculos os cristãos conseguiram implodir o
Império Romano, não por meio da luta armada, mas pela espada do Espírito que é
a Palavra de Deus. Eles deixaram de ser perseguidos para exercerem a liderança
de todo o mundo ocidental por aproximadamente 1000 anos. Em apenas 300 anos, o
cristianismo se tornou a maior religião do mundo, influenciando escravos,
homens livres, nobres e até reis.
O cristianismo
educou o mundo para uma nova forma de ver a vida, centrada em Deus e não no
homem; o cristianismo ensinou o homem e se ver, não como autônomo, mas dependente
da misericórdia de Deus; o cristianismo mostrou ao homem quem ele é, não a
“medida de todas as coisas” (Protágoras), mas um pecador precisando da graça de
Deus e de Seu poder redentor; o cristianismo ensinou o homem a viver, não para
si mesmo, mas para a glória daquele que criou todas as coisas e é o Senhor do
universo. Por meio do cristianismo, o homem conheceu a si mesmo, e encontrou a
graça de Deus, e com ela as bênçãos celestiais e a eterna salvação.
O Brasil
também precisa ser implodido por meio da Palavra e do Espírito de Deus, para
que deixe de perseguir os cristãos e passe a ser governado por eles. O Brasil
também precisa ser educado a viver uma nova vida, uma vida baseada na vontade
do Senhor que é “boa, perfeita e
agradável” (Rm.12.2), “para que vivamos vida tranqüila e mansa, com toda
piedade e respeito” (1Tm.2.2).
Portanto, o
cristão brasileiro não pode se conformar com a imoralidade e mediocridade. Ninguém deve se acostumar com o que é ruim. Se a mídia é parcial em suas
informações, se políticos são corruptos, se médicos são frios e interesseiros, se advogados são sanguessugas, se a cultura é pagã, e se a religiosidade for medíocre e inerte, então será necessário mudar. Se
o cristão se acomodar, então nunca haverá melhoria na nação e
o país irá afundar cada vez mais em seus pecados.
Todavia, se
todos nós, cristãos, agirmos como sal e luz que somos (Mt.5.13-16), pregando a
Palavra de Deus, quer seja oportuno ou não (2Tm.4.2), com fidelidade e
profundidade, não para agradar a homens, mas a Deus (1Ts.2.4); vivendo em novidade
de vida, com temor e santidade, demonstrando com o próprio viver o poder
transformador de Deus; e, mostrando ao país as misericórdias do Senhor em
gestos de bondade, realizando as boas obras que “Deus de antemão preparou para que andássemos nelas” (Ef.2.10);
assim, juntos, poderemos ver, pelo poder do Espírito Santo, o Brasil mudar, e pela
graça de Deus, se tornar uma país melhor.

Excelente reflexão meu amigo Alexandre!
ResponderExcluirAbçs!
Josenildo