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sexta-feira, 7 de fevereiro de 2025

Salmo 67

 


Seja Deus gracioso para conosco, e nos abençoe, e faça resplandecer sobre nós o rosto; para que se conheça na terra o teu caminho e, em todas as nações, a tua salvação” (Sl.67.1-2)

 

Quem não quer ser abençoado? Boa parte das orações dos cristãos busca bênçãos divinas, tais como cura, livramento, soluções, dinheiro etc. Até aqueles que não andam com Deus gostariam de ser abençoados pelo Senhor. Porém, você já pensou no propósito redentor das bênçãos do Senhor sobre nós?

No Salmo 67, o salmista vê uma íntima relação entre as bênçãos divinas dispensadas graciosamente sobre o povo de Deus e o propósito de glorificar o Nome do Senhor entre os povos, através da história redentora. Ou seja, as bênçãos de Deus comunicam os atributos de Deus e convidam os pecadores a buscar refúgio no Senhor.

O Salmo é emoldurado (versículos 1 e 2 // 6 e 7) pela bênção sacerdotal que Moisés ensinou para Arão (Nm.6.23-27). Deus ordenou que Israel fosse abençoado e ninguém poderia impedir a vontade do Senhor. Quando Balaque contratou Balaão para amaldiçoar Israel, Deus mostrou que “contra Jacó não vale encantamento” (Nm.23.12,20,23).

Mas, as bênçãos derramadas sobre Israel não visavam apenas a nação. Deus havia dito para Abraão que nele seriam “benditas todas as famílias da terra” (Gn.12.3). Por isso, as bênçãos do Senhor, derramadas sobre Israel, convidam todos os povos a louvar a Deus com alegria (Sl.67.3-5).

Cristo é a bênção de Deus sobre o seu povo. A promessa do Senhor anunciava a vida-morte-ressurreição do Filho de Deus, pelo qual nações seriam abençoadas com a vida eterna. Portanto, nenhuma bênção é maior nem mais importante do que Jesus. Ele é a maior dádiva e manifestação do amor de Deus pelo seu povo (Rm.5.8).

Nossa vida não é obra do acaso nem mesmo nossa história é fortuita. Como cristãos, somos instrumentos para a manifestação da glória divina ao mundo e as nossas vidas tem como propósito proclamar as virtudes do Senhor bem como seu eterno poder (1Pe.2.9). Então, olhe suas orações como instrumentos da história redentora e peça sabedoria a Deus para que você veja como Ele é glorificado em sua vida.

 

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2025

Salmo 66


Aclamai a Deus, toda a terra. Salmodiai a glória do seu nome, dai glória ao seu louvor” (Sl.66.1-2)

 

A música é uma criação divina. Deus fez o som e a harmonia; ele deu a suas criaturas a capacidade de cantar e de ouvir com deleite a boa música. Desse modo, cada belo cântico deve ser dedicado ao Senhor como fonte de tudo o que é bom em toda a criação.

O Salmo 66 é um louvor a Deus por todos os seus poderosos feitos. Mas, o salmista não O louvará sozinho. Ele convoca todos os povos a salmodiar ao Senhor. Portanto, a adoração é uma obrigação de todas as nações, principalmente do povo de Deus, não importa onde ele esteja.

O salmista dá diversos motivos para louvarmos a Deus. Ele fala da glória divina, suas obras e seu poder. Ele lembra as maravilhas divinas realizadas em favor de Israel e o governo do Senhor sobre toda as nações.

E é por causa desse governo divino sobre tudo e todos que o salmista tem a certeza de que sua vida está segura, mesmo quando afligido pelos pecadores rebeldes, pois o Senhor é gracioso para com todo aquele que espera nEle. Portanto, Deus deve ser louvado, também, por sua imensa graça em favor de seu povo.

O Salmo 66 tem um caráter didático, dando-nos motivos para louvar a Deus e busca-lo em oração. Ele nos ensina a olhar para a criação e para a história, nos quais o Senhor manifesta sua glória, convocando-nos a descansar nEle. E, de todas as manifestações graciosas de Deus, a vida-morte-ressurreição do Filho de Deus a nosso favor é a maior. Por isso, sempre que um salmista louva a Deus por seus poderosos feitos, somos conduzidos a olhar para Cristo.

A convocação do salmista também deve ser recebida por você. Olhe para a criação a seu redor e veja quão maravilhosas são as obras do Criador. Olhe para a história humana e para sua jornada de vida e perceba quão gracioso Deus tem sido com os pecadores. Então, louve a Deus! Alegre-se nas obras divinas e seja grato pelas misericórdias do Senhor. Assim, fortaleça seu coração para que sua vida esteja sempre entregue nas mãos de Deus, em constante oração.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2025

Salmo 65

 


Ó tu que escutas a oração, a ti virão todos os homens, por causa de suas iniquidades. Se prevalecem as nossas transgressões, tu no-las perdoas” (Sl.65.2-3)

 

O mundo é cheio de maldades. Todavia, você não pode deixar que isso ofusque a bondade de Deus tão presente em toda a criação e história humana, principalmente sobre aqueles que entregam a vida a Jesus, o Filho de Deus.

Apesar de tantas lutas no decurso de sua jornada, Davi conseguia apreciar a muita bondade de Deus em sua vida e na vida do povo do Senhor. Por isso, assim como Davi orava a Deus rogando auxílio nas dificuldades, ele também louva a Deus bendizendo ao Senhor por todas as bênçãos graciosas.

O Salmo 65 é uma expressão de louvor ao Senhor pelas muitas bênçãos derramadas sobre Israel, a começar pelo perdão abundante sobre os muitos pecados dos homens. Davi está ciente de que ninguém em Israel, nem ele mesmo, merece o favor de Deus, pois todos são pecadores. Por isso, o primeiro motivo para louvar ao Senhor é o perdão superabundante.

É a partir do perdão divino que as demais bênçãos são derramadas, enchendo os corações de esperança. Por causa do perdão divino, os pecadores são aproximados de Deus e, na presença do Senhor, desfrutam de “plenitude de alegria” (Sl.16.11). Davi considera que a bem-aventurança do pecador está em poder desfrutar da presença de Deus, não somente em receber dádivas graciosas do Senhor. Deus era o motivo da felicidade de Davi.

Sendo o perdão divino a causa para todas as demais bênçãos, somos direcionados pela Palavra de Deus a Cristo. Jesus é a primeira, a principal e a maior bênção do Senhor para seu povo. Por meio de Cristo, todas as demais bênçãos foram concedidas graciosamente aos filhos de Deus. Portanto, já temos tudo o que precisamos: Jesus. E como nos diz o apóstolo Paulo: “Aquele que não poupou o seu próprio Filho, antes, por todos nós o entregou, porventura, não nos dará graciosamente com ele todas as coisas?” (Rm.8.32)

Contudo, Davi também vê a bondade divina nas muitas dádivas recebidas do Criador. Deus não somente criou todas as coisas, como também as governa. E por seu muito amor, ele abençoa seus filhos com deleites proporcionados pelas obras da criação. Desse modo, Davi nos lembra Gênesis 1 e 2 quando Deus criou todas as coisas e as deu ao homem para que se alegrasse no Senhor por todos os seus dias.

E você, tem dado a devida atenção à bondade do Senhor em sua vida? Realmente, há muitos males no mundo, mas a bondade do Senhor pode ser vista em toda a terra, desde o nascer do sol até o ocaso (Sl.113.3). Então, dê o devido louvor a Deus, apreciando as graciosas bênçãos divinas sobre a sua vida a cada dia, pois tudo o que Deus faz é muito bom. Mas, acima de tudo isso, olhe para Cristo todos os dias, pois Jesus é a primeira, a principal e a maior bênção de Deus para nós e é por meio dEle que viveremos para sempre com o Senhor. Então, louve a Deus por sua muita bondade.

 

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2025

Salmo 64

 


O justo se alegra no SENHOR e nele confia; os de reto coração, todos se gloriam” (Sl.64.10)

 

Uma das coisas mais encantadoras que tenho visto, inclusive em minha vida, é que Deus costuma manifestar extraordinariamente seu poder, graça, sabedoria e amor exatamente quando estamos lutando contra o império das trevas. E é nesse contexto bélico que o Espírito Santo opera de maneiras extraordinárias dentro de nós, por meio de nós e ao nosso favor.

Por essa razão, podemos ver Davi se alegrar mesmo sendo atacado por muitos inimigos. Davi vê além das circunstâncias. Ele contempla Deus realizando coisas extraordinárias através de sua vida, afinal “grandes são as obras do SENHOR, consideradas por todos os que nelas se comprazem” (Sl.111.2).

No Salmo 64, Davi clama a Deus por proteção frente aos muitos ataques dos inimigos que armam emboscadas secretamente (Sl.64.5). Mas, o rei não está olhando apenas para a guerra à sua frente. Ele olha para o Senhor e O vê lutando a seu favor, pois “Deus desfere contra eles uma seta; de súbito, se acharão feridos” (Sl.64.7). Portanto, Davi não está lutando sozinho e sua batalha faz parte do sábio plano divino para manifestar seus santos e grandiosos atributos a seu povo, a fim de que os filhos de Deus sempre confiem no Senhor.

O olhar de Davi para Deus faz com que descanse o coração, em sua perplexidade. Então, o rei se regozija através da confiança em Deus. Por mais afiada que fosse a língua dos ímpios contra ele (Sl.64.3), as obras de Deus, reveladas por sua Palavra, eram seu conforto, pois a Palavra do Senhor permanece para sempre, convidando-nos a confiar de todo o coração.

Você precisa ver sua vida com o mesmo olhar de Davi. Então, não veja apenas os inimigos a seu redor nem a guerra à sua frente. Olhe para Cristo, nosso Senhor e Salvador, e você terá o conforto de não estar sozinho. Olhe com o coração para a Palavra de Deus, assim você terá sempre a certeza de que “nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm.8.38-39)

 

quarta-feira, 29 de janeiro de 2025

Adoração que agrada a Deus

 


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APRESENTAÇÃO:

O presente livro é para cristãos e não cristãos, pois seu propósito é conduzir todo pecador ao verdadeiro culto bíblico oferecido por meio do único Mediador Cristo Jesus. Caso você, leitor, seja cristão, esperamos tirar suas dúvidas e fortalecer suas convicções bíblicas, a fim de que seu culto seja consciente, bíblico e, consequentemente, agradável ao Senhor. Caso você, leitor, não seja cristão, esperamos convencê-lo, pela Palavra de Deus, de sua imensa necessidade de Cristo, pois sem Jesus não há salvação para nenhum pecador, e somente por Cristo, é possível ter acesso ao Pai.

No primeiro capítulo (Um dia especial), convidaremos você a refletir sobre a necessidade de olhar para o culto como um momento que pertence a Deus e que, portanto, deve ser definido pelo próprio Deus. Ou seja, precisamos que o Senhor diga como deseja que esse momento aconteça. Logo, o culto não pode ter você ou outra pessoa como centro. O culto deve ser exclusivamente a Deus, para que tudo seja feito para seu inteiro agrado.

No segundo capítulo (Adoração e louvor), trabalharemos o significado de adoração e louvor. Mostrando as peculiaridades das respectivas ações. Veremos ainda que o louvor deve estar presente no culto, mas não é restrito a Ele, antes deve estar presente em tudo o que o homem desfruta em sua vida, como reconhecimento de que todas as coisas possuem uma causa única: Deus.

No terceiro capítulo (Existe uma forma correta de oferecer culto?), mostraremos, pela Palavra de Deus, como o Senhor reagiu a cada tentativa humana de oferecer culto. E a partir das reações divinas, veremos se Deus exige, ou não, uma forma correta de culto que o agrada. Uma vez que Deus exija uma forma de culto, então surgirá uma nova pergunta: Como deve ser o culto a Deus?

No quarto capítulo (O caráter missionário da adoração), veremos a necessidade de o culto ser verdadeiramente fiel à Palavra do Senhor e como a pureza do culto o torna instrumento para a salvação de pecadores, já que somente por meio da Escritura Sagrada o pecador é convertido pelo poder do Espírito Santo. Logo, para que o culto cumpra seu papel missionário, é necessário que, primeiramente, glorifique realmente a Deus.

No quinto capítulo (Antes do culto ao Senhor), será abordada a preparação para o culto, ou seja, o dia a dia do cristão, antes de oferecer o culto bíblico ao Senhor. Vida e adoração estão intimamente ligadas, pois o culto é o ápice da vida do Reino de Deus. Ou seja, o cristão deve glorificar a Deus em seu dia a dia, para que seu culto seja realmente agradável a Deus. Assim, como veremos que o culto é uma grande providência graciosa do Senhor para fortalecer e capacitar a igreja a viver o dia a dia de modo realmente agradável a Ele.

No sexto capítulo (O dia do Senhor em Apocalipse), desejamos demonstrar que o primeiro dia da semana é o dia do Senhor, nosso atual domingo. Nesse dia, Jesus ressuscitou dando início à nova criação e a igreja compreendeu que essa era uma nova etapa da história da redenção, de modo que esse deveria ser o dia para o culto, razão para a Ceia do Senhor ser celebrada nesse dia.

No sétimo capítulo (A revelação progressiva do culto a Deus), por fim, faremos um estudo teológico-bíblico percorrendo as páginas da Escritura, a fim de conhecermos e analisarmos a revelação progressiva a respeito do culto. Desse modo, poderemos conhecer melhor como o culto foi ganhando a forma que possui hoje, desenvolvido ao longo de milênios, segundo a Palavra de Deus.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2025

Salmo 63

 


Ó Deus, tu és o meu Deus forte; eu te busco ansiosamente; a minha alma tem sede de ti; meu corpo te almeja, como terra árida, exausta, sem água” (Sl.63.1)

 

Durante a caminhada no deserto, Deus revelou a seu povo que pelo seu poder é possível jorrar água da rocha em terra árida (Ex.17.6). Agora, através de Davi, Deus nos mostra que é possível, ao pecador, descansar e se alegrar, mesmo em meio a lutas e tribulações, pois o Senhor é fonte da felicidade e está presente na vida daqueles que nEle confiam.

O Salmo 63 é uma expressão de louvor a Deus em meio à angústia e tribulação. Em sua juventude, Davi já estivera muitas vezes no deserto, fugindo de Saul que o perseguira por longos anos, e Deus lhe dera a vitória. Dessa vez, o rei Davi está fugindo do próprio filho (Absalão) que almeja tomar o trono do pai à força. E por mais trágico que seja o momento, Davi vê a graça divina cercando sua vida e jubila louvando ao Senhor.

O Salmo expressa a plena confiança que Davi tem em Deus. Sua segurança não estava nos muros de Jerusalém; sua satisfação não se encontrava nos banquetes da realeza; sua paz não repousava em um leito confortável. Deus era sua fortaleza, o deleite de sua alma, a paz de seu coração.

Então, como terra árida e exausta, Davi busca a face do Senhor em meio ao deserto de sua vida. Nesse deserto, Davi encontra a plena satisfação, experimentando a superioridade da graça divina sobre os prazeres que a vida antes lhe proporcionara. Assim, na presença de Deus, Davi se regozija sobremaneira, louvando ao Senhor como se nada mais importasse.

A alegria de Davi em meio à tribulação nos lembra a alegria de Cristo em meio a um mundo de sofrimentos (Jo.11.15). Mesmo humilhado e perseguido, sofrendo o mundo pecador que o cercava, Jesus seguia fazendo a vontade do Pai, com satisfação (Jo.4.34).

Talvez pareça impossível, para você, se alegrar em dias difíceis. É preciso buscar a presença divina, na qual você encontrará alegria indizível. Então, ouça o chamado divino que diz: “buscar-me-eis e me achareis quando me buscardes de todo o vosso coração” (Jr.29.13), porque o Senhor faz da terra seca, mananciais (Is.41.18).

 

sábado, 4 de janeiro de 2025

Salmo 62

 


Somente vaidade são os homens plebeus; falsidade, os de fina estirpe; pesados em balança, eles juntos são mais leves que a vaidade. [...] Uma vez falou Deus, duas vezes ouvi isto: Que o poder pertence a Deus, e a ti, Senhor, pertence a graça” (Sl.62.9,11-12)

 

A oração pessoal é uma janela da alma. Por meio dela abrimos o coração para Deus, mesmo certos de que Ele já o conhece. Por meio da oração, o pecador senta-se no divã e esvazia a mente e o coração; mas, não apenas para ser ouvido, antes na esperança de ser abençoado por Deus, segundo a transbordante graça divina.

Davi abriu seu coração a Deus muitas vezes. E o Salmo 62 é mais uma janela da alma daquele homem de Deus. Nele, vemos as convicções de Davi (Sl.62.2,6,7), como ele se sentia frente aos constantes ataques sofridos (Sl.62.3-4) e qual a sua decisão diante dos desafios: esperar em Deus (Sl.62.1,5).

Mas, Davi não guardou seus sentimentos e pensamentos para si. Ele se vê como testemunha do Senhor, um instrumento para ensinar o povo de Deus a esperar no Senhor diante das muitas batalhas da vida. Então, Davi exorta o povo a confiar em Deus (Sl.62.8), pois não há salvação nos homens (Sl.62.9-10). E essa verdade deveria estar impregnada no coração dos filhos de Deus (Sl.62.11-12).

Assim como nos demais salmos de Davi, somos fortemente conduzidos a olhar para Cristo que sofreu o mundo em seus dias (Is.53), porque nEle não havia mal algum: “Até quando acometereis vós a um homem, todos vós, para o derribardes, como se fosse uma parede pendida ou um muro prestes a cair? Só pensam em derribá-lo da sua dignidade; na mentira se comprazem; de boca bendizem, porém no interior maldizem” (Sl.62.3-4).

Então, ouça a exortação de Davi, a fim de que seu coração esteja bem alicerçado no Senhor, confiando toda sua vida às mãos divinas. Lembre-se sempre das Palavras de Jesus: “No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo” (Jo.16.33). Assim como Deus cuidou de Davi, o Senhor é poderoso para cuidar de nós, então sempre afirme em seu coração: “sei em quem tenho crido e estou certo de que ele é poderoso para guardar o meu depósito até aquele Dia” (2Tm.1.12).