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quinta-feira, 15 de março de 2012

Evangelho sem cruz

Pois não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego; visto que a justiça de Deus se revela no evangelho, de fé em fé, como está escrito: O justo viverá por fé.” (Rm.1.16-17)

O evangelicalismo pós-moderno tem retirado, paulatinamente, alguns vocábulos bíblicos de conteúdo singular e fundamental para a fé cristã, trocando-os por jargões evangélicos: a soberania de Deus deu lugar à expressão “está amarrado”, e o diabo passou a ser temido e endeusado; a santificação foi trocada pela “freqüência nas programações”, tornando o púlpito num palco para “pop stars” religiosos; a esperança perdeu para a “prosperidade”, e Deus se tornou o “gênio da lâmpada mágica” dos evangélicos; e a justificação deu lugar ao “perdão simplório”, sem preço pago, sem justiça satisfeita, sem sangue derramado.
Pregadores anunciam um evangelho sem cruz; uma salvação sem Cristo; uma nova vida sem a santificação pelo Espírito Santo; um cristianismo sem a Palavra e Deus. As mensagens tornaram-se auto-ajudas vazias, alimentando o pecado das multidões com psicologias baratas. E, no meio de toda essa religiosidade, lembramos as Palavras do Senhor Jesus: “quando vier o Filho do Homem, achará, porventura, fé na terra?” (Lc.18.8).
Às crianças não se ensina mais o respeito para com Deus; os adolescentes brincam com o celular durante os cultos; os jovens se prostituem e ainda tocam nos domingos; os adultos só pensam em dinheiro; e as lideranças destroem a igreja de Cristo, tornando-a uma empresa eclesiástica. Onde está o evangelho no meio de todo esse evangelicalismo?
Contudo, cristianismo não é mera religiosidade, nem muito menos clube de pecadores, e sim a manifestação do poder de Deus para redimir e transformar os pecadores, “justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus, a quem Deus propôs, no seu sangue, como propiciação, mediante a fé” (Rm.3.24-25). A graça de Deus se revela no alto preço pago por Cristo na cruz do calvário, sofrendo a ira de Deus, padecendo nas mãos de pecadores.
Com seu poder e misericórdia, o Espírito tem quebrantado muitos corações, preparando-os para ouvir o verdadeiro evangelho da graça de Deus. E, na certeza de que as “ovelhas ouvem a Sua voz”, pois “Ele chama pelo nome as Suas próprias ovelhas” (Jo.10.3), a Palavra de Deus é pregada por algumas poucas “vozes que clamam no deserto”, preparando as ovelhas do Senhor para o encontro com o Sumo Pastor Jesus. Para que você tivesse paz com Deus e a esperança da vida eterna, Cristo pagou um alto preço, cumprindo a santa e justa lei de Deus, satisfazendo a justiça do Senhor, transgredida desde a queda de Adão e Eva.
Enquanto muitos, que hoje dizem: “Senhor! Senhor!” (Mt.7.21), serão lançados no fogo do inferno por viverem na prática do pecado (Mt.7.23), aqueles que foram justificados pelo sangue do cordeiro e santificados pelo poder do Espírito e da Palavra de Deus, herdarão as benditas promessas do Senhor e se deleitarão na presença de Deus por toda a eternidade. Sem justiça própria, eles confiam na justiça de Cristo; e, precisando vencer a carne, os cristão vivem na dependência do Espírito de Deus.
O cristão, portanto, nunca deve esquecer que esta viva esperança foi alcançada não por meio de “prata ou ouro, [...] mas pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo” (1Pe.1.18-19). E, reconhecendo o alto preço pago na cruz, o verdadeiros cristãos caminham humildemente com o Senhor, vivendo “por modo digno do evangelho de Cristo”, estando “firmes em um só espírito, como uma só alma, lutando juntos pela fé evangélica” (Fp.1.27); até que venham a ouvir do Senhor: “Muito bem, servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei; venha e participe da alegria do seu senhor” (Mt.25.21)

2 comentários:

  1. Olá Rev, me junto a vc nesta oração pela Igreja de Cristo. Deus te abençoe.

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  2. De fato é isto que etá ocorrendo no nosso país. Lamentável. Que Deus tenha misericórdia de nós.

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