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domingo, 18 de dezembro de 2011

Santidade ao Senhor

Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz” (1 Pe.2.9)

A igreja de Jesus é a menina dos “olhos do Senhor” (Dt.32.10), amada e cuidada, “tendo-a purificado por meio da lavagem de água pela palavra, para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, porém santa e sem defeito” (Ef.5.26-27). Pelo sangue de Cristo e regeneração do Espírito Santo, o cristão é irrepreensível ainda que não perfeito; santo, conquanto pecador; cidadão da Jerusalém celestial, não obstante viver num mundo que “jaz no maligno” (1Jo.5.19). Desfrutando da mediação de Jesus, o cristão é também chamado de sacerdote, e pela natureza de seu ofício, expõe em sua vida a inscrição: Santidade ao Senhor.
Esta mesma inscrição era carregada por Arão e seus descendentes. Em Êxodo 28, Moisés registra as ordenanças do Senhor a respeito das vestimentas de Arão e seus filhos, pois estes serviriam como sacerdotes do Deus altíssimo. Cada detalhe trazia consigo importante significado que representava a santidade do Deus em cuja presença o sacerdote estaria continuamente, exigindo deste sacerdote consagração diária e integral. No versículo 36, Deus determinou que se fizesse um diadema que seria preso, permanentemente, na parte da frente do turbante sacerdotal, contendo a seguinte frase: “Santidade ao SENHOR” (Ex.28.36).
Como mediadores entre o homem e Deus, os sacerdotes deveriam ter um coração misericordioso, cônscios de que o homem “é propenso para o mal” (Ex.32.22); além disso, a vida deveria ser irrepreensível, cientes de que “Santo, Santo, Santo é o Senhor dos Exércitos” (Is.6.3). Desta forma, os sacerdotes estariam aptos para representar o povo de Deus e interceder pela nação na presença do Senhor, a fim de alcançar Seu perdão e o resplandecer de Seu rosto sobre o povo.
Cristo é nosso glorioso e superior mediador. “Tendo sido nomeado por Deus sumo sacerdote, segundo a ordem de Melquisedeque” (Hb.5.10), Jesus ofereceu a si mesmo uma única vez para satisfazer a justiça de Deus, sofrendo a devida punição pelos pecados de seu povo, tornando-se “semelhante aos irmãos, para ser misericordioso e fiel sumo sacerdote nas coisas referentes a Deus e para fazer propiciação pelos pecados do povo” (Hb.2.17). Ele entrou no santo dos santos, conhecendo em seu corpo as fraquezas da carne, e, sem nunca ter pecado, alcançou o perdão e as bênçãos eternas do Senhor para aqueles que Ele amou.
Sua obra foi perfeita e seus resultados eficazes, permanentemente. Por meio do Senhor Jesus há descanso para a alma afadigada, socorro para o atribulado, esperança para o perdido, “porque não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; antes, foi ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado. Acheguemo-nos, portanto, confiadamente, junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna” (Hb.4.15-16).
Portanto, em Cristo recebemos nova vida, justificados por Seu sangue e renovados por Seu Espírito. E esta nova vida que Cristo dá, além de agir em nós, age também por meio de nós. Em Jesus, fomos feitos um povo de sacerdotes, consagrados por Deus para uma vida santa e irrepreensível. Fomos revestidos, pelo lavar regenerador do Espírito, com alvas vestes purificadas no sangue do “cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo.1.29). Uma nova vida se fez, um povo santo foi constituído, e em cada coração há uma inscrição, gravada pelo sangue do cordeiro e impressa pelo poder renovador do Espírito Santo, que diz: Santidade ao Senhor.
Sublime glória pesa sobre esta expressão, pois revela que o cristão morreu para o mundo e seus pecados (Rm.6.4); indica a constante luta do discípulo contra a carne, consciente de sua dependência do poder do Espírito para vencê-la; qualifica os pensamentos e palavras que saem do novo coração; declara que as ações do servo de Deus são resultado de oração e reflexão, a fim de que em tudo glorifique o bom nome que um dia o libertou do império das trevas.
Todos os dias, no alvorecer da manhã, ao abrir a Palavra de Deus e entregar o coração ao Pai, serás lembrado de que és: Santidade ao Senhor. Então, deverás recordar, em teu íntimo, as Palavras do apóstolo, que diz: “já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que, agora, tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim” (Gl.2.20).

4 comentários:

  1. Ei Pastozão,

    obirgado pelo envio dos textos que tens postado, esse em especial. Parabéns! Que Senhor a quem devemos a santidade, para quem somos santos e devesmos sê-lo toda glória pelo seu ministério. A Propósito: vc se lembra de mim? Fizems validação juntos ano passado. De quando em vez escrevo alguns tb. Se puder visite: www.fe-argumento.blogspot.com
    Abs meu amado.
    Em Cristo, nosso comum Salvador e Senhor,
    Pr Fabio Henrique

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  2. Amado irmão,
    Fico feliz com o alcance da Palavra de Deus. Louvado seja o Senhor! Rogo ao Senhor que continue abençoando o seu ministério. Deus nos chamou para sermos modelo para Seu rebanho, portanto, clamamos para que Ele nos abençoe com Sua Palavra e Espírito.
    Um grande abraços,
    Pr. Alexandre Alencar

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  3. "Àquele que é poderoso para impedi-los de cair e para apresentá-los diante da sua glória sem mácula e com grande alegria, ao único Deus, nosso Salvador, sejam glória, majestade, poder e autoridade, mediante Jesus Cristo, nosso Senhor, antes de todos os tempos, agora e para todo o sempre! Amém." (Judas 24-25)

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  4. Esse tema sempre chama a minha atenção,pois sem santidade ninguém verá o Senhor não é mesmo?
    Mas quando o amamos de todos coração fazemos da santidade um alvo, um estilo de vida, uma forma de agradecer todos os benefícios do Senhor em nossas vidas. Pastor que o Senhor te dê ousadia pra falar e postar tudo aquilo que agrada o Seu coração e não o coração do homem...Elisangela

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