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terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Vitrinas de Deus


Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, [...]. E não vos conformeis com este século” (Rm.12.1-2)

Quando admiramos a perfeição da criação, costumamos pensar somente em sua utilidade. Se eu lhe perguntasse: para que Deus fez o sol? Você provavelmente me responderia: para iluminar e aquecer o planeta terra. No entanto, Deus criou tudo para revelar a glória de seu Ser e perfeição de Suas obras. Por isso, Deus criou o sol para mostrar o fulgor de Sua glória, a beleza de seu resplendor; e lhe deu uma função que bem conhecemos. A vastidão do universo mostra a grandeza imensurável de Seu Ser. A imensidão e profundeza do mar revelam quão inescrutável e insondável é a mente de Deus e Seus pensamentos. Ao colhermos um delicioso fruto na árvore somos lembrados da bondade de Deus. Quem sabe, a lesma nos ensine e conforte quanto à paciência do Senhor para conosco. A fragilidade dos pássaros revela nossa dependência de Deus e o constante cuidado do Senhor por Sua criação. Cada obra da criação revela a glória do Criador. Pois, tudo foi feito por Ele e para Ele e por isso, “glória a Ele eternamente” (Rm.11.36).

A descrição da criação e seu papel de glorificar o Senhor já são suficientes para fazer-nos vislumbrar com a glória de Deus (Sl.96). No entanto, há muito mais razão para louvarmos o Senhor.

Conforme Paulo, em Efésios 2.12, estavas perdido no mundo: “naquele tempo, estáveis sem Cristo, separados da comunidade de Israel e estranhos às alianças da promessa, não tendo esperança e sem Deus no mundo” (Ef.2.12). Sua vida estava numa ladeira espinhosa, que no fim dava para um abismo chamado: inferno. E ninguém podia lhe ajudar a sair dessa terrível ladeira que cai no abismo, pois “não há justo, nem um sequer, não há quem entenda, não há quem busque a Deus; todos se extraviaram, à uma se fizeram inúteis; não há quem faça o bem, não há nem um sequer” (Rm.3.10-12).

Mas, da mesma forma como Deus teve misericórdia de Israel no Egito, o Senhor também teve compaixão de ti e te deu nova vida, libertando-o da escravidão: “Mas Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou, e estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo” (Ef.2.4-5). E, agora, transformado pelo Espírito e perdoado por Cristo, como tens glorificado a Deus? Deus pergunta ao Seu povo: “O filho honra o pai, e o servo, ao seu senhor. Se eu sou pai, onde está a minha honra? E, se eu sou senhor, onde está o respeito para comigo?” (Ml.1.6). Pergunte ao seu coração o mesmo que Moisés perguntou para Israel: “É assim que recompensas ao SENHOR? [...] Não é ele teu pai, que te adquiriu, te fez e te estabeleceu?” (Dt.32.6).

Como nosso coração é enganoso, Deus mesmo nos ensina como viver para a glória dEle. A Palavra de Deus nos revela tudo quanto Deus requer de nós. Portanto, a vida cristã está fundamentada na verdade: a Sagrada Escritura. É a Palavra de Deus quem gera em nós vida, e nos ensina a praticar as virtudes Divinas. O apóstolo João diz que seu amor está fundamentado na verdade, ou seja, na Palavra de Deus: “O presbítero à senhora eleita e aos seus filhos, a quem eu amo na verdade e não somente eu, mas também todos os que conhecem a verdade” (2 Jo.1.1). A obra redentora de Deus opera no coração do crente a transformação da vida, “porquanto Deus não nos chamou para a impureza, e sim para a santificação” (1 Ts.4.7). Porém, a fidelidade e santificação do cristão dependem completamente da obra e presença de Cristo: “Eu sou a videira, vós, os ramos. Quem permanece em mim, e eu, nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer” (Jo.15.5). Para o apóstolo Paulo, a santidade é gerada pela Palavra e a Palavra veio para gerar nova vida.

Conforme Romanos 12.1-2, o cristão deve viver de modo digno do evangelho (Ef.4.1). Portanto, o cristão deve Viver por amor e temor a Deus - Tudo na vida cristã deve ser feito em amor e temor ao Senhor que nos amou primeiro: “Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou o seu Filho como propiciação pelos nossos pecados” (1 Jo.4.10). Por amor a Deus, Israel deveria obedecer seus mandamentos e buscar Sua vontade: “Amarás, pois, o SENHOR, teu Deus, e todos os dias guardarás os seus preceitos, os seus estatutos, os seus juízos e os seus mandamentos” (Dt.11.1).

Em obedecer a Deus, Jesus afirma aos discípulos que eles provariam que o amavam verdadeiramente: “Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado por meu Pai, e eu também o amarei e me manifestarei a ele” (Jo.14.21).

Os discípulos aprenderam a entregar a vida e servir a Jesus obedecendo-o em tudo. O ministério de Paulo foi marcado por seu imenso amor a Jesus: “Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias, por amor de Cristo” (2 Co.12.10). E, por amor a Cristo, entregou sua vida à Pregação da Palavra, pois “em nada considero a vida preciosa para mim mesmo, contanto que complete a minha carreira e o ministério que recebi do Senhor Jesus para testemunhar o evangelho da graça de Deus” (At.20.24). Da mesma forma, todas as áreas da vida cristã deveriam ser vividas por amor a Jesus. Segundo Paulo, as mulheres deveriam ser submissas ao próprio marido por amor de Cristo: “As mulheres sejam submissas ao seu próprio marido, como ao Senhor” (Ef.5.22). Os escravos deveriam obedecer e honrar o dono deles por amor a Jesus: “Quanto a vós outros, servos, obedecei a vosso senhor segundo a carne com temor e tremor, na sinceridade do vosso coração, como a Cristo, servindo de boa vontade, como ao Senhor e não como a homens” (Ef.6.5,7). Tudo, fossem palavras ou ações, deveria ser feito por amor a Jesus: “Tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como para o Senhor e não para homens, cientes de que recebereis do Senhor a recompensa da herança. A Cristo, o Senhor, é que estais servindo” (Cl.3.23,24).

Além de viver por amor e temor a Deus, o cristão deve Entregar a vida completamente ao Senhor – Segundo Paulo, o cristão deve se apresentar vivo, santo e agradável a Deus para o serviço a Ele. Da mesma forma como os levitas dedicavam a vida a Deus, consagrados para o serviço ao Senhor, a igreja, que é a tribo de Levi, um povo consagrado exclusivamente para Deus e Sua obra, deve servir integralmente a Jesus: “Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz” (1 Pe.2.9).

Como povo exclusivo de Deus, Ele não o divide com mais nada, nem ninguém: “Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de aborrecer-se de um e amar ao outro, ou se devotará a um e desprezará ao outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas.” (Mt.6.24) Você não pode viver mais para o mundo, servindo aos deuses do mundo como: dinheiro, prazer, fama, paixões, bebedices, glutonarias, idolatria, e outras coisas mais. Deus não divide seu povo com nada nem ninguém. Ele nos tirou do mundo para dedicarmos a mente, o coração, as forças, e todo o corpo ao Senhor (Dt.6.5). Tudo deve ser feito da melhor forma com o propósito de glorifica a Deus, por amor a Jesus. A nossa vida é de Deus. Ele é toda nossa razão de existir. Somente Ele pode preencher nosso coração e nos dar razão para viver, “porque, se vivemos, para o Senhor vivemos; se morremos, para o Senhor morremos. Quer, pois, vivamos ou morramos, somos do Senhor” (Rm.14.8)

Busque o Senhor em todo tempo, meditando em Sua Santa Palavra para apresentar-se “perante Ele santo, inculpável e irrepreensível” (Cl.1.22). Paulo e os demais apóstolos deram suas vidas para ensinar a Palavra de Deus com o propósito de entregar a igreja nas mãos de Jesus: santa, sem ruga, sem defeito (Ef.5.27). Não dedique apenas um pouco de tempo a Deus, quando você vai à igreja. Dedique a vida. Deus não é o Senhor apenas dos momentos do culto. Ele é o Senhor da vida e de tudo.

No propósito de entregar toda a vida a Deus, você deve Não se amoldar aos pecados do mundo - Israel deveria ter abandonado a forma mundana que havia adquirido ao viver no Egito. Deus propõe ao povo o abandono do pecado, para que fosse abençoado por Ele: “Vê que proponho, hoje, a vida e o bem, a morte e o mal” (Dt.30.13). Israel havia sido tirado do Egito, mas não havia tirado o Egito de dentro de seu coração.

Quando cremos em Cristo, somos identificados e encravados com Ele na cruz. Desta forma, morremos para o mundo e para o pecado: “sabendo isto: que foi crucificado com ele o nosso velho homem, para que o corpo do pecado seja destruído, e não sirvamos o pecado como escravos” (Rm.6.6). Fomos feitos santuário de Deus, habitados pelo Espírito Santo (1 Co.6.19; 2 Co.6.16). Não temos mais comunhão com o mundo, pois fomos tirados do meio de seus pecados. Recebemos novas vestes, novo coração, novo Espírito, e entramos no Reino de Seu Filho (Cl.1.13). Estamos em processo de saída do mundo, santificando a vida até a volta de Cristo, “o qual se entregou a si mesmo pelos nossos pecados, para nos desarraigar deste mundo perverso, segundo a vontade de nosso Deus e Pai” (Gl.1.4). Não podemos perder tempo com este mundo, temos que seguir sempre olhando para Cristo e tendo “cuidado [para] que ninguém vos venha a enredar com sua filosofia e vãs sutilezas, conforme a tradição dos homens, conforme os rudimentos do mundo e não segundo Cristo” (Cl.2.8). Por isso, lute contra a natureza pecaminosa, contra as inclinações de seu coração: “Como filhos da obediência, não vos amoldeis às paixões que tínheis anteriormente na vossa ignorância” (1 Pe.1.14). “Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele” (1 Jo.2.15). Não pode haver lugar para mais de um senhor em tua vida, ou você ama a Deus ou ama o mundo, porque tudo que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não procede do Pai, mas procede do mundo” (1 Jo.2.15-16).

A vida Cristã é vitrine da glória de Deus. Cada Palavra deve anunciar as virtudes de Deus, cada gesto deve revelar a santidade de suas obras. Portanto, lembre-se continuamente que foste chamado para uma nova e eterna vida, e esta vida deve ser vivida para o Senhor que a criou.

Um comentário:

  1. Um resumo brilhante, que glorifica a Deus, sobre o que é ser cristão. Palavras de grande ensinamento para mim. Deus continue te abençoando pr. Alexandre. (Thaise)

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