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terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Para que casar?


As muitas águas não poderiam apagar o amor, nem os rios, afogá-lo; ainda que alguém desse todos os bens da sua casa pelo amor, seria de todo desprezado.” (Ct.8.7)

Há muitos livros que falam sobre o casamento. Boa parte deles se propõe a repassar “segredos” para um casamento feliz. No entanto, o criador de todas as coisas nos ensina tudo que precisamos saber sobre o casamento, sem segredo algum, a fim de que o homem constitua uma família para a glória do Senhor. Gostaria de resumir esse ensino do Senhor em duas palavras: Temor e Amor.
A família não é instituição à parte de Deus. Em basicamente todas as culturas, o homem evoca o testemunho divino e faz votos perante a divindade na hora do casamento. Mas, quando se refere ao relacionamento entre cristãos, o testemunho de Deus se torna mais atuante, pois o NOME do Senhor está presente entre Seu povo e Deus zela para que “santificado seja o Teu NOME; venha o Teu Reino; faça-se a Tua vontade, assim na terra como no céu” (Mt.6.9-10). Por isso, a primeira palavra fundamental para um casamento bem sucedido é: TEMOR.
Mas, temor a quem? Obviamente a Deus, o único que deve ser temido por todos os homens. Os jovens que se interessarem um pelo outro devem, muito antes de gostar um do outro, temer o Senhor, nosso Deus. O temor a Deus fará com que eles se preservem, fugindo das tentações, para que não pequem contra o Deus de suas vidas. Sendo fiéis, colherão as bênçãos do Senhor que terá prazer em fazê-los felizes. No entanto, se amarem mais os prazeres da carne do que o Deus de nossa salvação, o jovem casal sofrerá a amargura de um relacionamento conduzido pelo coração pecador de ambos. Após saciarem seus desejos verão que não sobrará mais nada e perceberão que a felicidade não está na carne, mas no Espírito Santo de Deus. No casamento, conhecerão os defeitos um do outro e, longe do Senhor, não conseguirão vencê-los, desgastando-se, assim, durante todos os seus dias juntos.
A segunda palavra fundamental para a formação de uma família saudável é: AMOR. No ocidente, os relacionamentos se iniciam com o namoro. Com o tempo, os jovens desejarão transformar esse compromisso mais simples num compromisso de vida. Mas, será que esse desejo de casar está alicerçado, suficientemente, no amor? Será que os hormônios do desejo sexual não estão confundindo o coração, e o que parece amor é na verdade mera paixão passageira, fruto de desejos da carne?
Você pensa nela durante o dia? Deseja ficar olhando para ela como se fosse a mais bela de todas as criações? Não há flor tão bela no campo, nem donzela mais atraente no mundo? O cheiro dela o atrai e faz você sonhar acordado? Sua vontade é elogiá-la o tempo todo e os erros dela são tratados com paciência e terno amor? Você a corrige com ternura, desejando vê-la crescer cada vez mais? Seu tempo livre é dedicado a ela, pois seu prazer é estar ao lado da amada? A alegria dela é a razão de seu regozijo e a tristeza dela, sua angústia? Você gosta de ouvi-la falar e os assuntos dela são, para você, os mais interessantes? Você daria sua vida por ela, pelo tanto que a ama, para mantê-la sempre feliz, “sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, porém santa e sem defeito” (Ef.5.27)?
Referi-me, no parágrafo anterior, ao sentimento de um rapaz por uma jovem. Mas, este mesmo sentimento deve existir no coração da moça. Ele sairá para trabalhar pensando nela, enquanto a moça, no trabalho ou em casa, ficará imaginando o que poderá fazer para agradar o marido. Ele voltará para casa com flores, caixa de chocolates, presentes, ou mesmo um Sonho de Valsa, com o propósito de mostrar que sempre pensa nela e ela procurará a melhor forma de agradá-lo, fazendo as comidas mais saborosas, recebendo-o com ternura e beijos apaixonados. Um pensa no outro, tornando o amor recíproco e lindo aos olhos de todos, testemunhando a presença graciosa do Senhor entre eles. Mesmo sendo dois pecadores, em amor, haverá paz e alegria no lar, pois “o amor cobre todas as transgressões” (Pv.10.12).
Mas, não basta o amor um pelo outro, pois “Se o SENHOR não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o SENHOR não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela” (Sl.127.1). O amor de um pelo outro junto ao amor de ambos por Deus será um alicerce na luta contra todo pecado, a fim de preservar o relacionamento prazeroso aos dois e agradável a Deus. Desde o namoro o jovem casal deve orar junto, buscando as bênçãos de Deus e a graça para vencer todas as tentações. Juntos devem ler a Palavra do Senhor, ensinando um ao outro para que cresçam espiritualmente, pois não haverá maior prazer em seus corações do que a presença de Deus. Desta forma, serão bênção um para o outro e quando um tropeçar o outro estará por perto para levantar. O prazer não estará apenas nos beijos que saciam a carne, mas na presença que alegra o coração.
Se não for assim, para que casar? Somente para saciar o desejo sexual de ambos? Após a lua de mel, fazendo as três refeições diárias em hotel e restaurante, acumulando roupa suja para ser lavada em casa, passeando o dia todo por lugares bonitos, nunca vistos por eles, e curtindo bastante um ao outro, o jovem casal finalmente chegará à casa. Cansados da viagem, não se preocuparão com a roupa suja nem atentarão para as necessidades domésticas. No entanto, no dia seguinte, próximo à hora do almoço, um olhará para o outro com ar de interrogação: “o que vamos comer?” O dinheiro extra foi gasto na viagem de lua de mel, portanto não será possível almoçar em restaurante. Eles terão que fazer o almoço e ainda lavar a louça. De repente, verificarão que a casa também está suja e há muita roupa para ser lavada. O jovem casal estará conhecendo as responsabilidades diárias de uma família. Sem o amor, a jovem resmungará, pois talvez deteste cozinhar. O jovem se aborrecerá com as responsabilidades e começarão a se destruir, culpando um ao outro por terem casado.
Não precisa nem deve ser assim. O casamento tem em Deus sua felicidade. Mas, para desfrutá-la, o relacionamento deve ser edificado na presença do Senhor, conforme a Palavra de Deus, cheio do Amor que nEle encontramos.
Jovens, se relacionem com temor a Deus, para não sofrerem as amarguras do próprio castigo de Deus, que vindicará a santidade de Seu NOME naqueles que o profanam perante o mundo (Ez.36.23). E, somente casem em amor. Não deixem que a paixão sexual conduza suas ações. Não casem por causa de sexo. O sexo dura uma noite, mas o casamento uma vida. Casem em pleno amor, num relacionamento de ternura, pois se no namoro vocês não vivem a beleza do amor paciente, terno, doce, bondoso, sonhador, abnegado, que garantia terão de que o viverão durante o casamento. Portanto, casem somente em Temor e Amor perante Deus.


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