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sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Desperta, Igreja!


Assim diz o Senhor dos Exércitos: Este povo afirma: ‘Ainda não chegou o tempo de reconstruir a casa do Senhor’.
Por isso, a palavra do Senhor veio novamente por meio do profeta Ageu: ‘Acaso é tempo de vocês morarem em casas de fino acabamento, enquanto a minha casa continua destruída?’
Agora, assim diz o Senhor dos Exércitos: ‘Vejam aonde os seus caminhos os levaram. Vocês têm plantado muito e colhido pouco. Vocês comem, mas não se fartam. Bebem, mas não se satisfazem. Vestem-se, mas não se aquecem. Aquele que recebe salário, recebe-o para colocá-lo numa bolsa furada’.
Assim diz o Senhor dos Exércitos: ‘Vejam aonde os seus caminhos os levaram! Subam o monte para trazer madeira. Construam o templo, para que eu me alegre e nele seja glorificado’, diz o Senhor. ‘Vocês esperavam muito, mas, para surpresa de vocês, acabou sendo pouco. E o que vocês trouxeram para casa eu dissipei com um sopro. E por que fiz isso?’, pergunta o Senhor dos Exércitos. ‘Por causa do meu templo, que ainda está destruído, enquanto cada um de vocês se ocupa com a sua própria casa.’” (Ageu 1:2-9)

– Por que a Igreja Presbiteriana não cresce?
Já ouvi esta pergunta algumas vezes e até já emiti respostas em mensagens anteriores. Vejo pastores ansiosos para lá e para cá, procurando nos métodos a resposta para a falta de crescimento. Até danças colocaram dentro dos cultos, como se meninas se requebrando pudessem converter o coração dos pecadores, fazendo a igreja crescer. Outros, no entanto, se arraigam em tradições, impedindo a entrada de pecadores no seio da igreja, impondo cargas pesadas demais como fizeram os fariseus (Mt.23.13-28).
O problema é profundo, mas tem uma só palavra: PECADO. Presbíteros e pastores brigam, dentro e fora da igreja local, disputando um suposto domínio sobre a igreja, sem qualquer preocupação com o rebanho a eles confiado; líderes negligenciam a educação, pastoreio e disciplina dos membros, que tendo um coração ainda pecador, precisam ser ensinados no caminho do Senhor; o povo se engana, vivendo uma religiosidade vazia baseada em tradições rituais semelhantes ao Israel do Antigo Testamento que dizia: “Templo do Senhor, templo do Senhor, templo do Senhor é este” (Jr.7.4). E neste ambiente, os pastores que pregam com fidelidade encontram um povo de coração endurecido que se contenta em realizar sociais bem organizadas, mas vazias do Espírito e Sua Palavra. A obra, então, não cresce, pois a Palavra não encontra morada na alma dos pecadores religiosos.
Mas, além dos pecados da liderança que briga por dinheiro e status, dividindo igrejas, presbitérios e sínodos por razões carnais, outro imenso problema crônico na igreja presbiteriana do Brasil é a avareza e indiferença de muitos de seus membros. Vi igrejas (casas de oração), de outras denominações, serem construídas em poucos dias com o auxílio de todos os seus membros que não somente ofertaram todo material necessário, mas doaram da própria mão de obra, ajudando a colocar tijolo a tijolo. Vejo a Igreja Batista Cidade Viva promover mudanças fantásticas na cidade de João Pessoa, a partir de voluntários que se dispõe a reformar postos de saúde, melhorar as condições de vida de prisioneiros, cuidar melhor do meio ambiente, reabilitar dependentes químicos, alegrar o coração de crianças com câncer e AIDS etc.
No entanto, os presbiterianos vivem ocupados demais e ao lado deles os outros parecem preguiçosos. Estão sempre com alguma atividade: trabalho, estudo, mais trabalho e mais estudo... Nunca têm tempo para realizar a obra do Senhor. O grupo responsável pelos cânticos de louvor não tem tempo para ensaiar; os homens não têm tempo para ir à igreja; os jovens não têm tempo para evangelizar; as mulheres não têm tempo para ir à escola dominical. Contudo, os mesmos que não têm tempo para nada, no que diz respeito a obra de Deus, edificam suas próprias casas e correm o mundo para ganhar mais dinheiro. Assim, as igrejas locais contam com uma minoria que trabalha demais e uma grande maioria que não faz nada e ainda atrapalha os que fazem.
A Igreja Presbiteriana do Brasil precisa acordar. Não serão novos métodos que mudarão sua realidade, mas a presença real e poderosa do Espírito Santo, convencendo os pecadores “do pecado, da justiça e do juízo” (Jo.16.8). Se a Palavra de Deus não for pregada com fidelidade, o povo não poderá crescer no conhecimento de Deus e ser confrontado em seus pecados, a fim de viver uma nova vida em Cristo Jesus. O líder precisa estar cheio do Espírito Santo, ensinando ao povo a buscá-lo também, em vez de ficar se preocupando com dinheiro, status e burocracias, que nada acrescentam à igreja.
Busquem, pois, o Reino de Deus, e essas coisas lhes serão acrescentadas. Vendam o que têm e dêem esmolas. Façam para vocês bolsas que não se gastem com o tempo, um tesouro nos céus que não se acabe, onde ladrão algum chega perto e nenhuma traça destrói. Pois onde estiver o seu tesouro, ali também estará o seu coração” (Lucas 12:31-34)

Um comentário:

  1. A exortação do pr. Alexandre é verdadeiramente oportuna e urgente! Nós temos esquecido a essência do que é ser Igreja e de buscar em primeiro lugar o Reino de Deus e a Sua justiça.

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