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sábado, 14 de abril de 2012

Há Esperança!

Esperei confiantemente pelo SENHOR; ele se inclinou para mim e me ouviu quando clamei por socorro(Sl.40.1)

Em Gênesis capítulo 12, Deus chama Abraão em Ur dos Caldeus prometendo-lhe dar a terra de Canaã como herança e formar-lhe uma grande nação. Mas, como Deus faria de Abraão e Sarah um grande povo se eles não podiam ter filhos? Abraão tinha 75 anos e Sarah 65, sendo já avançados em idade, e como se não bastasse a velhice Sarah também era estéril (Gn.12.4//17.17; Gn.11.30). Contudo, Abraão creu, contrariando todas as circunstâncias, e partiu para a terra de Canaã (Gn.12.4).
Deus os havia abençoado com toda sorte de bens, de forma que Abraão era “muito rico” (Gn.13.2). Mas, de que lhe valeria tantos bens se seu nome seria apagado da face da Terra? Abraão não tinha herdeiro para perpetuar a sua semente, porém continuou esperando no Senhor, crendo que Deus cumpriria sua promessa.
Tendo chegado a Canaã, Abraão peregrinou na terra prometida, descobrindo os limites de sua herança. E, tendo se passado quase dez anos, o Senhor o chamou outra vez prometendo-lhe “uma grande recompensa” por sua obediência (Gn.15.1). Abraão esperava o cumprimento da promessa de Deus, aguardando ter um filho de Sarah. E mesmo “esperando contra a esperança, creu, para vir a ser pai de muitas nações, segundo lhe fora dito: Assim será a tua descendência. E, sem enfraquecer na fé, embora levasse em conta o seu próprio corpo amortecido, sendo já de cem anos, e a idade avançada de Sara, não duvidou, por incredulidade, da promessa de Deus; mas, pela fé, se fortaleceu, dando glória a Deus, estando plenamente convicto de que ele era poderoso para cumprir o que prometera” (Rm.4.18-21).
O tempo havia passado e as circunstâncias tornaram-se cada vez mais difíceis, mas Abraão continuava crendo no poder e fidelidade de Deus para cumprir todas as Suas promessas. E aos 100 anos, Abraão gera Isaque, tendo Sarah 90 anos. Foram 25 anos de espera pelo cumprimento das promessas de Deus e quando parecia mais impossível, Deus manifestou seu poder.
Portanto, há esperança quando o pecador se humilha na presença do Senhor e, reconhecendo seus pecados, clama a Deus; há esperança quando o coração contrito lança sua ansiedade sobre o Senhor e busca a vontade de Deus de toda a sua alma; há esperança quando o cristão crê nas promessas de Deus apesar das circunstâncias contrárias e espera confiantemente pelo Senhor; há esperança, “porque o SENHOR é bom, a sua misericórdia dura para sempre, e, de geração em geração, a sua fidelidade” (Sl.100.5).
Por meio da graça e poder de Deus não há dor tão grande que não possa ser dissipada, nem ferida que não possa ser curada; não há promessas grandes demais que não sejam cumpridas, nem sonhos tão pequenos que, em santidade, Deus não se agrade em realizar. Em Deus o coração desvalido encontra esperança para viver e refaz suas forças nas misericórdias do Senhor. O que parecia impossível ao coração pecador, torna-se um simples obstáculo para os que contemplam, pela fé, a graça e poder de Deus, confiando em Suas promessas e em Seu amor.
Bom é esperar no Senhor, porque Ele é bom e a Sua misericórdia dura para sempre, afinal “as misericórdias do SENHOR são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim; renovam-se cada manhã. Grande é a tua fidelidade. A minha porção é o SENHOR, diz a minha alma; portanto, esperarei nele. Bom é o SENHOR para os que esperam por ele, para a alma que o busca. Bom é aguardar a salvação do SENHOR, e isso, em silêncio” (Lm.3.22-26).

Um comentário:

  1. A fé definitivamente não é um salto no escuro. Glórias ao Senhor!

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