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quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Marta ou Maria?


Entretanto, pouco é necessário ou mesmo uma só coisa; Maria, pois, escolher a boa parte, e esta não lhe será tirada.” (Jo.13.14)

Há 100 anos o homem se locomovia andando, galopando, ou, em maiores distâncias, navegando e até acomodado em um trem. Enquanto isso, os primeiros automóveis iniciavam sua jornada nos principais países do mundo da época. As viagens duravam dias, ou meses, a depender de sua distância dentro do próprio país. A correspondência, enquanto o telefone ganhava terreno, era o meio mais popular de se comunicar entre os cidadãos comuns e demorava a ir de um lugar para o outro. As notícias se difundiam, relativamente, em pequeno número e longo tempo.

Contudo, em apenas um século o mundo avançou em quase todas as áreas, num salto jamais visto pela história humana. Agora, homens vão e vem em velocidades surpreendentes e conseguem percorrer o mundo em horas. As informações se potencializaram em escala tão alta que se tornou, praticamente, impossível de serem acompanhadas. As cidades não dormem, vivendo o cotidiano, freneticamente, debaixo do julgo de produzir cada vez mais em menos tempo.

O frenesi que encontramos nas cidades é o mesmo que se encontra dentro de você. O avanço tecnológico do mundo tem custado um alto preço ao coração do homem. No entanto, a Palavra do Senhor tem freios adequados para que “não andeis ansiosos de coisa alguma” (Fp.4.6). A vida, naturalmente, é curta e o ritmo urbano de viver para trabalhar em vez de trabalhar para viver tem tornado o aproveitamento da vida mais curto ainda. Entretanto, ainda que pudéssemos parar o mundo, não seria possível dar paz ao coração do homem. Somente Cristo pode aquietar o coração ansioso e perturbado do homem pós-moderno, dando-lhe “a paz de Deus, que excede todo o entendimento” (Fp.4.7) Só o Senhor Jesus “me faz repousar em pastos verdejantes. Leva-me para junto das águas de descanso; refrigera-me a alma” (Sl.23.2,3).

Num encontro com duas irmãs chamadas: Marta e Maria, o Senhor Jesus ensina a necessidade de acalmar o coração em Deus. Ele se hospedou na casa delas, e enquanto ensinava o Reino de Deus para Maria, que o ouvia atentamente, Marta, sua irmã, “agitava-se de um lado para outro, ocupada em muitos serviços.” (Lc.10.40) preocupando-se em servir a mesa, arrumar a casa e causar uma boa aparência e conforto para Jesus. Bem que as Palavras de Cristo no sermão do monte poderiam ecoar naquele momento: “Não andeis ansiosos pela vossa vida, quanto ao que haveis de comer ou beber; nem pelo vosso corpo, quanto ao que haveis de vestir. Buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas” (Mt.6.25,33).

Seu coração tem vivido agitado e ansioso, preocupado com o alimento, trabalho, estudos, futuro, casamento, entre tantas outras coisas. Os problemas da vida lhe revelam sua pequenez e fragilidade, incapaz de garantir a estabilidade de seus projetos. Mas, em vez de pedir ajuda, você volta-se para o próprio coração e o sobrecarrega deixando-o frenético e desesperado.

Não seja como Marta, que perdia seu tempo achando que agradaria o Senhor Jesus com preocupações demasiadas. “Pouco é necessário ou mesmo uma só coisa; Maria, pois, escolheu a boa parte, e esta não lhe será tirada” (Lc.10.42). Enquanto Marta se agitava, Maria derramava seu coração na presença do Senhor Jesus e o alimentava com “Palavras de vida eterna” (Jo.6.68), que somente Cristo tem para dar. Suas necessidades estavam seguras diante daquele que multiplicava pães e peixes (Mt.14.16-21; 15.32-38; ). Seu futuro estava garantido nas mãos daquele que iria lhe preparar lugar na morada celestial (Jo.14.2,3).

Deus criou todas as coisas para Sua glória e a vida está em Suas mãos. Uma só coisa é necessária para tê-la: “Entrega o teu caminho ao SENHOR, confia nele, e o mais ele fará” (Sl.37.5). Clama ao Senhor em todas as suas necessidades e Ele lhe socorrerá: “invoca-me no dia da angústia; eu te livrarei, e tu me glorificarás” (Sl.50.15). É certo que os problemas virão, contudo mesmo que “Muitas são as aflições do justo, mas o SENHOR de todas o livra” (Sl.34.19). A fé cristã está fundamentada nas Promessas do Senhor, reveladas nas Sagradas Escrituras. Suas promessas são “boas-novas aos quebrantados”, cura para “os quebrantados de coração” e consolo para “todos os que choram” (Is.61.1,2). Na fidelidade das Palavras de Deus descansamos a alma, pois mesmo que uma mãe venha “esquecer-se do filho que ainda mama, de sorte que não se compadeça do filho do seu ventre", diz o Senhor: “eu, todavia, não me esquecerei de ti” (Is.49.15).

Por mais agitado que fique o seu coração, lembre-se que “não podes tornar um cabelo branco ou preto” (Mt.5.36). Portanto, “Confia os teus cuidados ao SENHOR, e ele te susterá; jamais permitirá que o justo seja abalado” (Sl.55.22). E quando passar pelo “vale da sombra da morte” (Sl.23.4) verás que “ainda lá me haverá de guiar a tua mão, e a tua destra me susterá” (Sl.139.10).

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